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Autor convidado: Walter Carrilho

CODIGO.DJAVAN

O livro “O Símbolo Perdido”, de Dan Brown tem vendido horrores. O que muita gente não sabe é que o autor de sucessos como “O Código DaVinci” já está produzindo um novo best seller: “O Código Djavan”. Na história, o pesquisador Robert Langdon vem ao Brasil descobrir quem matou a MPB. E todas as pistas estão espalhadas em músicas do Djavan.

A história promete. O herói do livro é um sujeito que está acostumado a decifrar códigos matemáticos, charadas, etc. Mas ele sua frio diante de letras como “Pétala”:

“Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar”

A trama leva Robert a uma conspiração engendrada pela sociedade secreta “Odara ou Desce”, liderada por Caetano Veloso. Formada por pessoas como Lenine e Max de Castro, a sociedade tem o costume de assassinar músicas indefesas com aliterações e metáforas metidas a besta. Com o objetivo de espalhar o caos e letras sem sentido, a sociedade teria se inspirado em Djavan para criar um gênero musical em que a pretensão e o uso aleatório de palavras supostamente exóticas têm mais valor do que a poesia honesta. Eles teriam assassinado Vinicius de Moraes com uma dose de uísque envenenado.

Caçado por críticos baba-ovos, fãs ensandecidos e o fantasma de Wally Salomão, Robert tem apenas 24 horas para decifrar o enigma antes que Gilberto Gil lance um novo disco e dê início a mais uma geração de cantoras-revelação e cópias pioradas do Otto. A aventura o leva a enfrentar desafios terríveis, como uma entrevista com Amaury Jr. e uma luta homem-a-homem com o guarda-costas de Caetano, a terrível “Paulinha”.

Robert conta com a ajuda de Maria Carolina. Surge a possibilidade de um romance, mas o personagem se frustra ao saber que a cantora está mais para Zélia Duncan do que para Elis Regina. Depois de escapar de resenhas de vinhos feitas por Ed Motta e dos gritos de Edson Cordeiro, o pesquisador conclui que, bem, é isso aí mesmo.

“Açaí, guardiã
Zum de besouro
Um imã”

Vai ser um sucesso. Ou não.

- – -

Walter Carrilho é o único homem que fala djavanês na face da Terra.

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Atire a primeira pedra!

ae luis, busca no site da globo la, prefeito que proibiu funk e rapno carnaval… hehehe só rindo mesmo.

“um gênero musical em que a pretensão e o uso aleatório de palavras supostamente exóticas têm mais valor do que a poesia honesta.”

excelente!

como musicólogo tenho minhas críticas, como músico tenho admiração, como ser humano me acabo de rir, senti falta de Carlinhos Brown nessa saga.

Ivo, meu rei, obrigado por dar uma bela melhorada na capa do livro. Minha falta de saco e a minha dislexia photoshópica me impediram de fazer algo melhor. Vou mandar uma foto minha para vc me transformar em Mel Gibson, pode ser? Valeu pela kibada.

abs

Stephenie Meyer teria feito melhor!
E olha que ela é bem ruimzinha.

Parece que o Jorge Vercilo, vulgo Djavu, aparece num dos capítulos. Imperdível.

Passei mal de tanto rir… vou levar pra alguns metidos a leituras estroboscópicas da faculdade de letras…

[...] E caso tenha reconhecido e, assim como eu, sempre se torturou por não fazer idéia alguma do que Djavan quis dizer com ela, nossos problemas acabaram. No seu próximo livro Dan Brown vai decifrar os códigos existentes na obra deste artista. [...]

Acontece que só quem é romantico consegue entender as músicas de Djavan ow imbecissssss

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