Houve um tempo em que o principal movimento de produtores de conteúdo na internet se identificava como “blogosfera”, e se reunia em eventos com ares mais acadêmicos (os “BlogCamps”) ou mais informais (os “BarCamps”). Na época, a maioria das plataformas e redes sociais ainda engatinhava, e os blogs eram a grande revolução da informação, ameaçando os portais, que por sua vez já haviam “assassinado” a mídia impressa.

Depois, quando a “comunidade blogueira” expandiu-se, especialmente com o advento dos “microblogs” no Twitter, e dos canais de vídeos autorais no YouTube, os chamados “eventos de mídias sociais” se popularizaram em todo o país, muitas vezes com pretensões mais sérias, mas quase sempre proporcionando momentos de confraternização e descontração preciosos – principalmente porque ainda existem interações que só podem ser realizadas “offline”.

Da Campus Party, que sempre reservou parte de sua programação aos blogueiros e demais influenciadores das mídias sociais, ao YouPix, que celebrou a “cultura digital” em festivais que chegavam a acontecer várias vezes por ano, em diferentes cidades do Brasil e até no exterior. Passando pelo Desencontro, evento que misturava paineis de social media com atrações recreativas em um paraíso tropical. Sem falar nos encontros regionais, muitas vezes regulares, que devem ter ajudado a formar incontáveis parcerias e relações profissionais.

Foram tantas palestras e debates dando dicas pra ganhar dinheiro fazer sucesso com internet que daria pra compor a grade de um curso superior. Só que aí, como sempre acontece desde que inventaram a internet, parece que o jogo virou.

Não. O Twitter, o Facebook, o YouTube, e as demais plataformas, não “mataram os blogs”, como foi alardeado inúmeras vezes. Nem o Instagram, o Vine e o Snapchat, tampouco, seriam os “carrascos” da geração seguinte. Todas essas novas mídias entraram no cardápio de conteúdos interessantes para se consumir através da internet, e a cada dia revelam novos talentos, formatos e ideias criativas.

Dos longos textos dos blogs jurássicos aos poucos e efêmeros segundos de “selfie” no “Snap”, temos a tal da “revolução da informação” em andamento. E o fato de em novas plataformas termos uma linguagem mais informal, ou uma abordagem mais singela, é absolutamente normal. Novas tecnologias exigem uma adaptação de linguagem. Isso não significa um “empobrecimento” dos canais de comunicação, mas tão somente a sua diversificação. Nem melhor, nem pior, apenas diferente.

Cabe a nós, “entusiastas” (e “entusiantas”) da internet e suas mídias sociais, debater e compreender este fenômeno, sem preconceitos.

No meio da tempestade de transformações por que passa o mercado, o Curitiba Social Media se consolidou como um dos eventos mais relevantes para colocar a “cena” em debate.

Desde sua primeira edição, em 2011, os organizadores cuidaram de equilibrar um aspecto mais técnico e educacional com uma programação também voltada para a confraternização e o entretenimento – e emprestando ainda um pouco do charme europeu curitibano.

Neste último ano havia a expectativa de que o evento pudesse ser um pouco “morno”, em parte devido a uma suposta “saturação” do formato de evento, em parte devido à famosa “crise” que aparentemente assola os mercados. Na prática, contudo, tivemos um dos encontros mais efervescentes de todos os tempos, com todos os paineis lotados – tanto os mais técnicos quanto aqueles do palco principal, com o público interessado em conhecer “webcelebridades”.

E, em última análise, segue cumprindo como nunca uma velha função deste tipo de evento: promover o intercâmbio entre diferentes produtores de conteúdo, destaques em seus diferentes segmentos de atuação.

Isso sem falar nos detalhes técnicos e pormenores práticos que costumam render ao #CSM o título de “evento mais bem organizado do universo”.

Além da internet de alta velocidade funcionando em todos os ambientes, proporcionando que os presentes postassem suas fotos e realizassem suas coberturas “em tempo real”, o Curitiba Social Media 2015 também foi muito elogiado no que diz respeito à sua transmissão ao vivo em alta definição – numa parceria extremamente feliz com a Cidy Live Studio e a Milk Films.

Confira abaixo (recomendo salvar o link desse post nos seus favoritos) as nada menos do que 7 horas de evento captadas para levar o #CSM até o conforto do seu lar:

 

 

 
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