Eu realmente não sou muito fã de dramas. Pra tentar ser mais culto, sempre me esforcei para gostar das tramas densas repletas de tragédias humanas, atuações memoráveis e lições transformadoras – se elas levam tantas estatuetas não deve ser por acaso.

Mas após muitas tentativas, renovadas esporadicamente, posso dizer que realmente não aprecio a experiência. Na maioria das vezes fico de estômago embrulhado, energia baixa. Se não rolar uma bela recompensa, ou pelo menos um alívio cômico, fica chato.

De triste já basta a vida.

Por outro lado não é qualquer comédia que vale o tempo desperdiçado. Com o advento da internet do stand up comedy, um novo fenômeno tomou proporções incontroláveis: os humorísticos que dão vontade de chorar.

Hoje, se você tentar procurar produções brasileiras de humor no Netflix só vai encontrar na categoria “involuntário”. E no YouTube, no meio do turbilhão de porcarias, um ou outro canal de qualidade explorando o mesmo formato manjado há uns bons anos.

Minha sábia madrinha já dizia, desde os tempos de videolocadora, que a melhor forma de saber se um filme de comédia é completamente sem graça é ver se tem escrito alguma frase entre aspas na capa: “Muito engraçado” ou “Você vai morrer de rir”. Títulos auto-proclamados tem esse probleminha de legitimidade…

Não por acaso costumo achar muito mais graça em obras com pretensões mais diversas.

No meio da busca incessante por conteúdo de qualidade na internet, estou em um relacionamento sério com o canal Humores Urbanos, que nos brindou recentemente com sua primeira série “País do Futuro” e agora apresenta um lançamento ainda mais audacioso:

Lavou, Tá Novo é uma série de humor dividida em 12 episódios de cinco minutos, que podem ser vistos tanto separadamente ao acaso, quanto de forma serializada – aquele meio termo maroto entre o procedural e o sequencial – contando uma história que se estende até o último episódio.

Quatro amigos trintões decidem são conduzidos pelos desígnios do universo a morar juntos. No meio das gritantes diferenças entre eles, acabam descobrindo que têm em comum uma enorme vontade de se dar bem em tudo, e o fato de só pensarem em duas coisas: trabalho e sexo… (mas não nessa ordem).

 
Apostando em episódios curtos com humor rápido e rasteiro certeiro, a série expõe algumas de nossas hipocrisias sociais como vísceras e explora os diferentes graus de amizade que temos em nosso cotidiano.

É nas diferenças que achamos nossas cumplicidades. Afinal, amigo é uma família que a gente escolhe.

 

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Sobre o autor

Ivo Neuman
Fundador

Fundador do TRETA e consultor de ginástica laboral do Não Salvo.