Autor convidado: André Oliveira
Não sei se de carona na razão ou na rasura me aboleto. De tanto apanhar loucura emprestada dos outros, caí na esparrela de botar na caixa de miolos a ideia mais fixa que Corega em boca de banguelo de levar essa vidinha classe mediana ilhoa e aculturada a sério. Eu bem que fiz um esforcinho, mas o meu bucho não teve talento pra digerir essa pachequice toda.
O negócio é que aprendi que, quando se fala em produção cultural na muralha verde, que é de onde menos se espera, não sai nada mesmo. Não adianta dizer ou fazer aquilo em que se acredita e pensar que algum cacique azedo não vá meter o pau e balangar o beiço em desaprovação. Fazer e transmitir cultura nesta terra de botocudos de All-Star é coisa pra maluco ou desavisado, e ai de quem pensar o contrário.
“Ah, mas temos tantas manifestações culturais que estão em evidência”, diriam alguns… Os mesmos que ocupam lugares privilegiados ou que de alguma forma se beneficiam das manobras desastrosas e/ou mal-intencionadas das secretarias responsáveis pela organização, e por que não dizer, da devoção burra e preguiçosa ao mais do mesmo. Fala sério! Vamos diversificar, cambada! É preciso ceder para conquistar. E eu não to falando do “puder”, não. Dar passagem ao novo e verdadeiramente bom é o mais importante.
Eu, por meu turno, faço a minha parte. Sei que isso parece discurso de quem está por fora da mamata e admito que provavelmente seja isto mesmo. Reconheço solenemente a minha ruindade fonética, semântica e estilística, ao mesmo tempo em que assumo a minha inaptidão em lidar com o teor de canalhice dos que não se assumem como porqueiras e se agarram desesperados feito carcará nos bagos de quem decide os rumos do que é produzido e veiculado por aqui.
Fazer isso é mole, não vejo problema nenhum. Aliás, nem tenho a falsa pretensão de acreditar que alguém possa se comover e afogar as meninas dos olhos se, por acaso, essa minha brabeza de Coronel Ponciano traduzida para o português, com acordo ortográfico e tudo mais cair em suas mãos incautas. Eu, pelo menos, dou a cara pra bater e não ganho nada pra isso. Tem gente que ganha pra isso e dá outra coisa pra bater ao invés da cara…
É imperativo refrescar corretamente as bandas do predicado nadegal e dar lugar a quem quer usar a cabecinha fervilhante de ideias com algo que realmente valha a pena ser transmitido de uma geração à outra. Cultura é isso, amigos. Levada ao pé do Aurélio é o processo ou estado de desenvolvimento social de um grupo, um povo, uma nação, que resulta do aprimoramento de seus valores, instituições, criações e o escambau. Há de ser assim, meus caros. Caso contrário, a nossa culturinha morre de fome. Tá na hora de efetivamente se construir uma identidade cultural e artística, abafada durante tantos anos e que agora ousa em por as mangas de fora.
Dói-me o cocuruto saber que por aí está coalhado de gente talentosa, com vontade de fazer a diferença e ensinar a barbudos, falsos cabeças e purpurinados platicéfalos engessados pela burrocracia que a cultura salva, e mais de uma vez.
Agora, o que me derruba os cabelos de verdade é saber que ninguém vai sequer se dar ao trabalho de levar a sério essas sandices que acabo de escrever. É mais um exemplo de produção, cultural ou não, natimorto. Bom, pelo menos houve esforço. É assim mesmo, cada um mostra o que tem. Quem não tem nada de bom, mostra o que pode. Quanto a mim, só me restou mostrar a cara-de-pau e o bolso vazio.
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Leia outros textos do nosso autor convidado André Oliveira.

O mundo contemporâneo está cada vez mais dinâmico e globalizado, e pra completar a gama de chavões da presente frase, por que não dizer, o mercado de trabalho proporcionalmente mais exigente e competitivo. Se por um lado os recém-chegados a esta dura realidade encontram cada vez mais dificuldades para se destacarem em qualquer área, por outro, pode-se dizer que os jovens encontram cada vez mais opções para explorarem seus melhores talentos na busca por realização profissional.
Pensando nos milhões de jovens perdidos na vida que acessam nosso blog e não fazem a menor ideia de que carreira profissional seguir para obter o sucesso e a glória, vamos listar abaixo um TOP 5 carreiras de sucesso para quem quer ficar rico!
Sem a pretensão de querer proporcionar um teste vocacional para você descobrir que profissão seguir, vamos apenas mencionar alguns possíveis bons caminhos para a fama, a fortuna e as orgias com gêmeas suecas nos dias de hoje, acrescidos de algumas dicas exclusivas para você “bombar” na sua carreira!
Fique atento aos requisitos e características de cada área de atuação para ver se identifica algum de seus talentos:

Astro dos esportes
Infelizmente para esta nossa primeira dica, você terá que contar com as bênçãos da mãe natureza e conter as habilidades necessárias em sua carga genética, ou, no mínimo, ter recebido o devido treinamento desde bebê. Ao sair do útero materno, providencie logo uma matrícula na escolinha de natação mais próxima e mantenha o foco no futebol, que é historicamente o esporte mais popular e lucrativo de nossa pátria de chuteiras. Caso seja sempre o último a ser escolhido nas peladas ou escalado para jogar no gol, tente alternativas como vôlei, basquete, xadrez ou frescobol. Atletismo somente se você tiver origem realmente humilde e histórico familiar de subnutrição. Aristocratas podem se enveredar pelo automobilismo, golfe ou pólo. E a dica do verão é o MMA: misturar artes marciais como a capoeira e o sumô pode ser o seu diferencial para brilhar no UFC.

Estrela do showbizz
Se a aptidão física e a cordenação motora não são seus pontos fortes, você ainda pode contar com seu carisma, inteligência, charme, sensualidade e outros dotes, digamos, “artísticos”, para conquistar milhões de fãs ao seu redor e vencer na vida. A dica mais importante para as novas gerações que sonham com o estrelato musical é: desista de ser roqueiro(a) e encare a realidade de frente. Neste país de manipulação das massas o atalho mais seguro para a celebridade é arrumar uma vaga numa banda de pagode ou axé. Garotos sensíveis podem se arriscar no sertanejo universitário e gostosas desinibidas têm grandes chances em qualquer segmento, desde que este tenha forte conotação sexual. Pessoas bem relacionadas ainda podem tentar a dramaturgia (na Malhação), o stand up comedy (basta ter o hábito de não entender coisas) e os reality shows. Não requer prática nem tampouco habilidade.

Blogueiro profissional
Se a vida e o destino lhe negaram todas as qualidades necessárias para estreitar os caminhos do sucesso, não desanime, pois ainda sobram algumas boas opções. Uma das melhores para aqueles que desejam ganhar dinheiro fácil sem sair de casa, subvertendo a ética a seu próprio favor e habitando um universo paralelo onde a realidade vive em função de alimentar o seu ego é a carreira de problogger, ou “blogueiro profissional”. O primeiro passo, claro, é criar um blog. O segundo é enchê-lo de anúncios e ganhar muito dinheiro! Contudo, não esqueça de vigiar a banca de revistas para postar fotos das gostosas que posaram peladas este mês antes de todo mundo, de copiar as imagens engraçadinhas do 9GAG e de turbinar a sua fanpage no Facebook com piadas que não eram engraçadas nem nos primeiros anos de Orkut.

Dirigente de futebol
É claro que talvez você não se contente com pouco. Tenho certeza de que para alguns dos nossos leitores mais exigentes as mansões luxuosas e carros importados dos rockstars e super-atletas não são o suficiente e o conceito de status vai muito mais além. Estes eram aqueles gordinhos que ditavam as regras das brincadeiras porque eram donos dos melhores brinquedos e vez ou outra afanavam os bens alheios sob um pretexto maroto qualquer. Nicho de mercado ideal pra quem tem relações excusas com dirigentes de clubes, empresários, federações e confederações esportivas e quer controlar o esporte como um monarca absolutista. E a remuneração é tão boa que não cabe num só caixa.
Jovem Consultor do INDG
Agora, se você já passou da idade de acreditar em Papai Noel, mas ainda não desistiu dos seus maiores sonhos a grande dica que temos é o Programa Jovens Consultores do INDG, a maior consultoria em gestão empresarial do Brasil. Nada menos do que 150 vagas estão sendo oferecidas para jovens visionários que tenham concluído o curso de Administração de Empresas, Ciência da Computação, Ciências Econômicas e Estatística, entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011. O processo seletivo é indicado pra quem realmente mandou bem durante a faculdade, além de exigir inglês e espanhol avançado, bons conhecimentos de informática, e disponibilidade para viagens (interessou, né?!).
Chega de procrastinar o seu futuro! Tome uma atitude agora mesmo na sua vida:
www.jovensconsultoresindg.com.br

No último sábado, aconteceu mais uma edição da XXXperience, um dos maiores festivais do Brasil ao lado da Kaballah – ambos, inclusive, mudaram seu “posicionamento” e “segmentação”, já que eram as maiores raves do país. Contudo, foi no domingo e principalmente na segunda-feira que uma “rebelião social” tomou forma e invadiu as redes sociais através dos canais oficiais dos eventos. Por sorte, eu estava lá e acompanhei quase que em tempo real.
Tudo começou quando alguns "jovens bronzeados" resolveram reclamar de suas experiências ruins, algo que poderia (e deveria) ser normal. Infelizmente, faltou inteligência na escolha das palavras e sobrou frustração devido aos inúmeros incidentes ocorridos, trazendo a tona todo e qualquer tipo de ofensa e injustiça que eu jamais tinha visto nas redes sociais. Veja bem, se você quer reclamar de alguma coisa que te frustrou, você vai e fala sobre aquilo. Após isso, ouve a justificativa e, se ficar tudo certo, segue sua vida adiante. Se não ficar, argumenta novamente e espera. Esse é o caminho.

O que eu vi em tempo real foram pessoas criando tópicos de forma enfurecida e reclamando de tudo. O que o pessoal da XXXperience fez? Deletou e tirou o direito de qualquer um de reclamar de forma truculenta, se reservando ao direito de ouvir apenas críticas "justas" e ainda se propondo a respondê-las, quando surgissem. No auge da ironia, rolou até um "Podem reclamar do que for, exerçam seu direito a liberdade". Mesmo vindo segundos antes do "Não vamos responder mais nada e vamos excluir reclamações e ofensas", isso por si só soou mal.
Primeiro tenho que dar as pedradas: não acho que seja justo o que fizeram com o festival, até porque todas as explicações necessárias seriam dadas no momento oportuno. A distribuição gratuita de ofensas foi bizarra e sem sentido. Ponto. Do outro lado, a organização jamais poderia censurar qualquer reclamação que fosse sem antes considerar seriamente emitir um comunicado oficial, angariando os argumentos – mesmo os inválidos – e trazendo respostas as dúvidas pertinentes. Faltou um pouco de agilidade para conter e gerenciar essa crise.
A Kaballah, que até então nada tinha a ver com a rebeldia alheia, acabou tendo respingos de ódio ao declarar apoio à organização da XXXperience. Mas por lá as coisas foram de menor expressão e contidas pelos próprios simpatizantes da festa, o que foi bem curioso também. Após três tentativas de mostrar que não tinham nada em comum com a organização da XXX, a paz reinou por lá.

Enfim, dentro de todos os equívocos o que faltou foi bom senso por parte de quem pagou o ingresso, acho. Houve alguns incidentes e estes sim precisam ser investigados, mas reclamar de algumas coisas da forma como fizeram vai trazer um único resultado: cessar as inovações das festas.
Existe um preço a ser pago por quem se propõe a fazer um festival dessas proporções, manter um lineup quite com os maiores festivais do mundo é caro. Não é justo pagar um pouco mais na água em troca de ter 3 ou 4 lives que você dificilmente veria no país? Não vale a pena esperar muita organização mas procurar entender que eventos desse porte trazem junto consigo inúmeros imprevistos e pequenos incidentes?

Reclamar faz parte da frustração, é claro. Mas é preciso antes de um pouco de bom senso. Ninguém está fazendo um favor a você, organizando algo dessas proporções. Existem custos, existem contas que precisarão ser pagas e você, como parte do processo, também precisa se contentar em fazer a sua parte. E os festivais precisam se preparar um pouco mais para atender seu público, desde o momento em que criam um perfil numa rede social até o momento em que vem a avalanche de frustrações, que eventualmente podem surgir, além de tentar a todo custo manter pessoal qualificado para atender o público durante o evento.
É isso ou curtir festinhas no sítio, com seus amigos e um belo conjunto de som, trocando CDs de sets a noite inteira, enquanto organizadores buscam empregos alternativos e levam suas criações de volta para a caixa de grandes idéias. Qual você prefere?

Reza a lenda que a sexualidade feminina, por aspectos que vão dos biológico-evolutivos aos psicológico-sociais, é dotada de uma maior complexidade sistêmica, especialmente se comparados à primitiva estrutura ejaculatória dos machos humanos. Como testemunha ocular da história, sou obrigado a acreditar que os aspectos culturais sobrepõem-se aos fisiológicos, e na maioria das vezes, basta a mulher ter certeza de que está na companhia certa para entregar-se de alma e corpo, mordendo os lábios, olhinhos virando.
Dado o aspecto mítico do tema, fui convocado a reunir todo o meu vasto conhecimento sobre o assunto para compartilhar com os nossos prezados leitores não-iniciados, iniciantes e iniciados frustados na arte do xaxado horizontal. Contudo, não pretendemos formular um guia da anatomia feminina, ou um mapa para localizar o emblemático “ponto G”, mas tão somente fornecer algumas dicas e sugestões para acariciar a zona erógena mais importante de uma mulher: a cabeça.
Com nossas pílulas de sabedoria masculina no modo imperativo, mesmo um eterno solitário sem esperanças como você vai conseguir finalmente acionar seu magnetismo sexual e seduzir inúmeras cocotas.
Tome nota:

1. Não seja um “macho beta”
Este termo informalmente cunhado em oposição ao conceito biológico de “macho alfa” (líder e parceiro sexual de todas as fêmeas do bando), indica aquele tipo de homem que – no popular – não honra as próprias bolas. Algumas mulheres podem até cair na conversa romântica e no charme de menino tímido destes tipos, mas fatalmente encontram substanciais dificuldades para chegarem ao orgasmo, tamanha a insegurança e falta de jeito dos parceiros.
Por mais que você se comporte como um moleque fanfarrão na maior parte do tempo, e às vezes até como uma garotinha chorona ao ver vídeos de gatinhos na internet, diante de uma dama, comporte-se como homem. Não digo para coçar o saco em público ou cuspir no chão sem cerimônia, basta manter a postura, saber calcular a intensidade da “pegada” mais adequada para cada momento e não ficar de frescuras na presença da moça. Tenha sempre em mente: a donzela é ela, não você, portanto nada de dar escândalo por ciúmes ou inventar uma D.R. a caminho do motel.

2. Não deixe o saco ficar vazio
Uma das maiores lições que aprendi no The Sims e apliquei com sucesso na vida: as chances de sucesso numa investida são substancialmente maiores quando o “alvo” em questão está de barriga cheia. Toda programação romântica que pretenda durar mais que alguns minutos tem a obrigação de envolver algum roteiro gastronômico, nem que seja uma passadinha no supermercado. O ideal é levar a gata para comer em algum lugar em que ambos se sintam à vontade para desenvolverem o “assunto” enquanto saciam a fome – e a sede – tranquilamente.
Ademais, sugiro evitar alimentos temperados com cebola ou alho nos primeiros encontros, ou comidas muito pesadas quando a ideia é seguir para atividades físicas na sequencia da refeição. Sem falar que surpreender no menu apelando para cardápios inusitados, por exemplo, pode ser uma oportunidade para encantar, seduzir e demonstrar toda a sofisticação que você não tem. O álcool faz o resto.
3. Execute a dança do acasalamento
A maioria das espécies faz uso de alguma peripécia corporal para atrair seus parceiros sexuais no momento do acasalamento e conosco não é diferente. Mesmo que você não seja um pé-de-valsa já está cientificamente comprovado que sair pra dançar, solteiro ou previamente acompanhado, aumenta significativamente suas chances de terminar bem a noite – exceto se você tem o hábito de aceitar drinks de estranhas, pois pode acabar sem os rins. Não precisa ensaiar coreografias performáticas nem tentar roubar a atenção da pista de dança com seus movimentos ousados, basta não ficar o tempo todo sentado num canto ou imóvel em pé, com o copo na mão.
Caso a trilha sonora da noite contenha funk carioca ou cuduro, a sua desenvoltura e gingado de quadris já podem contar como preliminares. Se preciso, tome aulas.

4. Chegue na hora certa
É claro que a pontualidade é uma premissa do cavalheirismo, mas no caso estamos falando aqui da hora certa de agir. Uma das reclamações mais recorrentes entre as mulheres é a de que a maioria dos homens não possui a sensibilidade necessária para sacar quando é o momento ideal para dar o bote. Quando não precipitam-se, demonstrando afobação, deixam de perceber as “deixas” da “vítima” e perdem boas oportunidades de desenrolar o cachecol.
Ainda que a maioria dos sinais femininos sejam sutis e quase imperceptíveis, o homem deve ficar atento para identificar suas mensagens cifradas quase subliminares e meter pra dentro com a efusividade de um centroavante artilheiro plantado na banheira sempre que a bola aparecer quicando de frente pro gol.

5. Seja o DJ da sua balada íntima
Como eu acredito que a essa altura você já se deu conta da importância de criar um ambiente agradável, circunstâncias favoráveis e um clima propício à fornicação, é hora de chamar sua atenção à necessidade de completar o esquema com um repertório estratégico para embalar os momentos a dois. Selecione as músicas com cuidado clínico e atente para os segredos de uma boa playlist mal-intencionada: progredir sem solavancos da baladinha mais romântica ao ritmo mais envolvente, tomando o absoluto cuidado de não deixar uma track constrangedora ou mal programada cortar o clima.
De preferência, estude o gosto musical do seu “público-alvo” e formule um ataque mais preciso, com um tiro certeiro direto dos tímpanos ao coração.
6. Não coloque tudo a perder
Depois de tomar todos os cuidados para que aqueles momentos de intimidade sejam mesmo inesquecíveis (e não por motivo de bloqueio psicológico), não baixe a guarda nem comemore vitória antes da hora. Mesmo que tudo esteja indo bem, e as perspectivas sejam favoráveis, as Leis de Murphy sempre podem providenciar uma reviravolta no rumo dos acontecimentos e cabe a você estar preparado para contorná-las.
Lembre-se de conferir (sem dar bandeira de paranóico) fechaduras, janelas e desligar o telefone – especialmente se você é daqueles que curte ringtones “engraçadinhos”. Deixar preservativos e lubrificantes à mão, bem como aprender a ejetar as roupas com precisão em poucos movimentos podem ser as melhores precauções que você já tomou na vida.
7. Adestre o escorpião do seu bolso
Depois de tantas ideias interessantes para municiar sua artilharia na arte da sedução ou apimentar sua relação, você já deve estar fazendo as contas e percebido que alguma grana vai ter que ser gasta durante o processo. Exceto em casos de grande intimidade ou desequilíbrio social, a sociedade ainda espera que o macho pague a conta sozinho em um encontro e todos sabemos que dinheiro não nasce em árvore. O que fazer então?
Em pleno século XXI, terceiro milênio, ano 2011 da Era Cristã, as tecnologias disponíveis oferecem boas possibilidades para usufruir do que há de melhor na vida, mas de uma forma inteligente e financeiramente saudável.
Minha dica: ficar ligado nas promoções e descontos do Groupon, por exemplo, para gastar muito menos nesta longa e intensa jornada que é o amor.

E quem sabe dizer qual o preço de uma experiência única?

Uma das coisas mais bacanas de ter um blog é que, ainda que algumas pessoas não entendam esta singela particularidade da ~profissão~, é perfeitamente possível conviver, não apenas pacificamente, mas fraternalmente com os “concorrentes” – já falei aqui e em outras ocasiões sobre como é importante para cada blogueiro em particular ajudar a alimentar uma blogosfera mais recíproca.
Pois se há uma coisa de que tenho orgulho nestes últimos anos de ofício blogueiro é de ter influenciado e acompanhado o nascimento e crescimento de alguns novos blogs, nessa dinâmica muito louca que é a blogosfera dos dias de hoje. Um deles, em particular, é o blog da pedagoga Denise Pazito, o Doce Deni, que acaba de completar um ano de existência e crescente sucesso sendo atualizado diariamente com textos maravilhosos e óbservações pertinentes. Por ironia do destino, Denise, que já foi minha professora, algum tempo depois teve que tomar umas aulas comigo para montar e iniciar as atividades de seu blog.
Basicamente o que fiz foi apresentar-lhe o maravilhoso universo do HTML fundamental, e algumas ferramentas básicas para ser feliz na blogolândia. E esses dias estive pensando por que não compartilhar algumas dessas dicas com mais gente aqui no blog. Eu poderia me furtar ao trabalho por preguiça, ou medo de que usem minhas próprias dicas para fazer um blog melhor do que o TRETA (o que, convenhamos, não é nada difícil), mas como a minha memória falha-mas-não-tarda, decidi registrar nos anais da história do Internet Archive as dez dicas que considero serem extremamente úteis para um blogueiro – principalmente um iniciante destraído.

Longe de querer arrolar OS DEZ MANDAMENTOS DO BLOGUEIRO, meu objetivo aqui é tão somente fazer valer quase uma década de fracasso experiência para – quem sabe? – dar uma mão na roda de quem está meio perdido ou iniciando-se neste ofício ingrato.

1. ESTUDE O TERRENO
A não ser que o objetivo seja uma brincadeira descompromissada e você ache divertido ter o trabalho de criar uma conta de blog apenas para passar o tempo, o melhor a se fazer antes de mais nada é, pelo menos, dar uma olhada no movimento a que se pretende aderir. Gaste algumas horas pesquisando blogs sobre os assuntos que pretende abordar, salve os melhores nos seus favoritos ou assine o feed para acompanhar o trabalho deles de perto. Sem falar que no Google você encontra resposta para todo e qualquer questionamento inicial que um blogueiro geralmente se faz, então uma boa leitura prévia de dicas e tutoriais para iniciantes melhores e mais específicos que este vem bem a calhar.
2. DEMARQUE SEU DOMÍNIO
Agora que você está familiarizado com o ambiente em que quer trabalhar é hora de criar a sua marca na rede e definir mais nitidamente os contornos dos seus objetivos. Estabelecido o conceito, tente chegar a um nome que o expresse, e conviva com o fato de aquela ideia de URL genial certamente já foi tida por outra pessoa anteriormente. Quando encontrar algum bom nome com chances de estar disponível, registre seu domínio oficial (ou subdomínio caso esteja usando uma plataforma gratuita, como o Blogspot), veja se não vale à pena comprar também outras extensões (.com e .com.br, por exemplo) e não se esqueça de sair reservando o nome de usuário no Twitter, Facebook, etc., como quem faz xixi no poste para marcar território.

3. ESCOLHA SUAS ARMAS
Existem tantas opções disponíveis de plataformas e ferramentas para criar um blog que a maioria acaba não fazendo a menor ideia de quais escolher. Como eu disse acima, o mais apropriado é dar um pesquisada inicial também sobre onde hospedar adequadamente seu blog e quais os recursos mais usados na plataforma escolhida. Da infantaria que já testei recomendo fortemente o WordPress, menina dos olhos de nove – e meio – a cada dez probloggers, rodando em um host competente como a Porto Fácil (onde hospedamos o TRETA) e se você quer uma sugestão que vale por todo este extenso artigo, experimente instalar o Windows Live Writer, um software grátis da Microsoft que torna o ingrato ofício blogueiro muito mais fácil.
4. FUJA DO ÓBVIO
Com a facilidade do acesso às ferramentas necessárias, assim como você, milhares de outras pessoas pretensamente geniais também estão tentando fazer sucesso na internet e um dos expedientes mais recorrentes na praça é repetir as velhas fórmulas de sucesso. Enquanto a repetição e a falta de originalidade têm sido identificadas como um dos grandes problemas da oferta de conteúdo na rede, você tem a chance de inovar e criar o seu estilo colocando em ação suas próprias ideias, do seu próprio jeito, sem limitar-se a reproduzir os formatos que vê por aí.

5. SOCIALIZE-SE
Como a essa altura você já deve ter reparado, os blogs que existem por aí são quase todos feitos por seres humanos (ainda que alguns pareçam ser feitos por robôs e outros tantos por macacos). Você deve conhecer uma dúzia ou duas de pessoas que poderiam se interessar pelo que anda escrevendo no seu blog, então, não esqueça de contar pra elas. Independente do meio escolhido (contato direto, email, redes sociais), a dica que considero mais relevante – e talvez mas óbvia – é tentar fazer com que as pessoas se comovam com o seu conteúdo a ponto de quererem expressar uma opinião na forma de um comentário ou mesmo compartilharem o seu link para que outros o vejam.
6. NÃO SEJA RIDÍCULO
Da mesma forma, ao perceber que a internet não é uma ilha e você não está sozinho, tome cuidado para não ser inconveniente ao tentar divulgar o seu blog. O ponto de partida é: ninguém é obrigado a gostar dele (na verdade sequer é obrigado a ir conferir se presta), então não peça, não implore, não insista, não incomode. Envie sua mensagem sempre como uma despretensiosa sugestão, algo que acha que pode ser interessante, e mostre-se aberto a feedbacks. E mais importante ainda: tenha certeza de que estará preparado para ouvir a opinião alheia sobre o seu trabalho sem reagir como se fosse uma menina histérica de 13 anos.

7. OBEDEÇA AS REGRAS DO JOGO
Muita gente que se encanta com as revolucionárias possibilidades deste novo mundo virtual, não sei por que catso, cai na asneira de pressupor que a web seja um território sem lei. Nunca é demais lembrar: mesmo que ainda não exista uma legislação específica para tratar de todos os aspectos das relações online, nossas velhas e enferrujadas leis de papel ainda alcançam boa parte do que se faz conectado. A dica é não perder de vista a sua responsabilidade sobre as coisas que publicar em suas páginas.
8. CADA UM NO SEU QUADRADO
Uma dica que eu não traria se não tivesse mesmo aprendido a duras penas é furtar-se a invadir uma área que você não domina. O ofício blogueiro é tentador também por nos oferecer a possibilidade de desenvolver novos e inexplorados de nossos próprios talentos, mas corre-se sempre o risco de dispender tempo e esforços desnecessários numa atividade com a qual não se tem afinidade. Que o diga, meu amigo Rogério Lima, que em seu “espetáculo” de stand up comedy provou ser um talentoso blogueiro.

9. TENHA PACIÊNCIA
A maioria dos bons blogs que chegam a se estabelecer tropeçam neste item da lista, quando não conciliam as expectativas com os resultados. Por espelharem-se sempre em cases de sucesso, muitos abandonam seus projetos após as primeiras frustrações, sem se darem conta de que raramente o sucesso vem fácil. Em seis anos de TRETA tivemos que desenvolver diariamente esta de nossas virtudes, até percebermos que a evolução do blog segue mesmo em passos de formiga e sem vontade.
10. GENTILEZA É MOEDA DE TROCA
Ainda que a internet seja um terreno de egos indomados protegidos pelas carapaças do anonimato e do distanciamento físico, existem muitas pessoas talentosas e inteligentes espalhadas pela rede que concordam que a convivência (real e virtual) pode ser muito mais agradável ao se estabelecerem relações cordiais. Na internet e no ofício blogueiro, talvez mais até que no trânsito ou num elevador lotado, essa postura benevolente não somente denota a sua educação e seus princípios éticos, como também pode configurar uma postura estratégica. Alguns chamam simplesmente de karma.

Bem, pessoal, pra começar é isso. Espero que tenha sido proveitoso e que ajude pelo menos a evitar novas catástrofes virtuais desavisadas.
Se você começou um blog agora e acha que o caminho é esse mesmo, não esqueça de ajudar divulgar essas dicas!
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Pensando bem, este artigo podia virar um meme, heim?! Que me dizem de revelar seus segredos, senhores blogueiros? (c/c @naosalvo, @fagundes, @bobagento…)

Muitas vezes em nossas vidas, temos opções. As que fazemos são aquelas que definirão quem somos, com o passar dos tempos. E mesmo que às vezes a gente acabe se dando mal com algumas dessas escolhas, as coisas sempre poderão mudar. Essa é uma das maiores belezas da vida.
O bom ou ruim. O escuro ou claro. O certo ou errado. O sim ou não.
Hoje me peguei pensando nisso. Quem eu sou e o que eu estou fazendo para mostrar quem sou? E você, já pensou nisso certamente, em algum momento. Ou talvez pare pra pensar agora. Pare pra pensar em você. Pare pra refletir única e exclusivamente sobre os erros e acertos da sua vida, sobre seus problemas e o que fazer para superá-los e sobre tudo o que implica resolver as pendências.
Em relação aos problemas, eu posso te garantir uma coisa: seus problemas são sim os maiores do mundo, ao menos pra você. E se alguém um dia te disser que seu problema não é tão importante, não ouça. Não é tão simples definir que tipo de problema é mais ou menos sério, já que cada um pensa de um jeito diferente. Se aquilo te afeta, é um problema grande. E ponto.
Agora, uma coisa importante: se você não consegue tirar nada bom de um problema que enfrentou, você está fazendo isso errado. Então, melhor você acordar agora!
Em toda crise surgem oportunidades. Seja qual for, sempre vai ter algo que você pode fazer que, se não for te tirar desse problema, vai te ajudar a superar quando for o momento certo. Sempre é possível fazer algo que fuja do convencional, que é chorar, se desesperar e xingar quem quer que seja enquanto reclama da sua falta de sorte, em busca de algo muito maior. É preciso treinar a mente para buscar soluções criativas para seus problemas e com isso ser uma pessoa melhor.
Acredite, eu aprendi isso da pior maneira possível. Foi perdendo uma pessoa muito próxima e importante que eu passei a considerar algumas coisas que antes acabariam passando batidas. Afinal de contas, é para isso que surgem os problemas, não é mesmo? Para te ensinar algo e deixar algo que seja bom no final.
Dias atrás idealizei um projeto e graças a grandes amigos, que além de criativos são muito talentosos, consegui tirar do papel. Um site que tem como meta unir aqueles que enfrentam problemas que surgiram com a confirmação do diagnóstico de câncer em algum familiar com aqueles dispostos a enviar boas energias, oferecer um ombro para um momento difícil e ajudar da forma mais elementar, que é iniciando um diálogo.
Hoje venho aqui convidá-los a conhecer o Se Precisar Conversar. Além de acessar o site, curta a página no Facebook e siga o perfil no Twitter, se tiver a intenção de abraçar a causa. Eu vou ficar agradecido a cada um de vocês que topar, além de podermos juntos ajudar aqueles que estão com o coração ferido e com a mente perdida num momento tão complicado.
Agora é com vocês!
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Só você pode dizer o que é certo na sua vida. Lembre-se disso.
Autor: Tony Monti

Estudei na USP por muito tempo, graduação, mestrado, doutorado. Ainda venho à biblioteca para ler e escrever. Oficialmente, há alguns meses não sou aluno da universidade. Neste instante, escuto daqui as vozes dos alunos em assembleia. A 300 metros daqui, a reitoria está ocupada por alunos. Os fatos se repetem. Gostaria de dar alguns palpites desarticulados.
A cidade universitária é um espaço estranho. Ele é em alguns contextos integrado à cidade e em outros isolado dela. Quando uma parcela dos frequentadores do campus quer a PM fora da universidade, eles se alinham com as situações em que a USP se afasta das leis urbanas. Por virar as costas para a cidade, o campus deixou também de ter uma estação de metrô.
À primeira vista, pode parecer que são sempre os mesmos grupos que defendem um dos dois lados da estrutura, incluir-se na cidade ou excluir-se dela. Não acho que seja assim. Para o grupo que usualmente ocupa o poder, a esquizofrenia é conveniente. Pode-se querer integrar os elementos da cidade que reforçam a autoridade do reitor, sem ter que abrir a universidade a um debate público sério.
Fica mais fácil assim acusar o grupo opositor de “machonheiros que escondem o rosto como bandidos” a partir de uma estrutura autoritária e fechada da universidade, ainda que, à primeira vista, a entrada da PM seja uma abertura dos portões. Troca-se uma questão política que envolve o governador e a estrutura de Estado por uma questão moral rebaixada, três pessoas supostamente fumando maconha.
Imagino, sem saber a resposta, se não seria melhor abrir os portões para todo mundo, o tempo todo.
A cidade universitária é um lugar esquisito também porque parece que muito é feito para isolar. Os prédios são distantes e alguns dos frequentadores do campus acabam não convivendo para além do seu grupo de trabalho ou estudo específico.
O campus da universidade não é mesmo um lugar seguro. Há grandes espaços vazios, escuros, ermos. A segurança desses espaços é complicada. Suponho que iluminação e câmeras de segurança poderiam resolver em parte os problemas.

Àqueles que estão preocupados com o uso de drogas, com delinquência e com a criminalidade associada, sugiro frequentar a USP e depois dar uma passada na cracolândia. A lei não é uma faca tão afiada assim, ela responde a interesses que não são neutros. Há atos ilícitos em toda a cidade. Abordar alunos que supostamente fumavam maconha me soa como provocação e demonstração de um poder moralista e enviesado, além de, como já foi dito, reduzir uma questão política ampla a um delito (suposto) isolado e com consequências restritas.
A universidade não é uma só. Além do enfrentamento político, é evidente que uma parte do campus é mais bem tratada que o outra. Caminhe pelas diferentes unidades, pelas salas de aula e verifique a aparência dos locais. Na FFLCH, há alguns anos, houve uma greve pela contratação de professores porque havia disciplinas com mais que duzentos alunos matriculados (ainda que dar aula para 200 alunos pudesse ser um método pedagógico, não havia espaço físico para receber tantos alunos ao mesmo tempo). Por motivos assim, há greves. Poucos anos antes, também na FFLCH, instalaram ventiladores nas salas de aula. Um deles desabou do teto. Para não machucar ninguém, todos os demais foram desligados. Justo. Na FEA, a poucos metros dali, havia já cadeiras estofadas e ar condicionado, acabamento de primeira no chão e nas paredes, turmas pequenas. Onde você acha que a placa que diz que há internet sem fio corresponde a uma rede wi-fi estável? Onde você acha que os computadores funcionam?
É muito difícil gerir um espaço assim. Não existe uma USP homogênea, nem um aluno, nem um professor, nem um funcionário. Há vários. É óbvio. Mas há um perigo quando se responde a esta fragmentação de pensamento com uma simplificação absurda que diz que de um lado estão os corretos e do outro estão os maconheiros. Inventaram um pacote de características fixas para cada lado. Aderir a uma ideia ou comportamento de um lado seria como comprometer-se com um partido. O debate fica suspenso. A universidade, que deveria ser um espaço de discussão, da palavra, passa a ser um lugar onde o detentor do poder elimina o outro com a força (policial). A ocupação da reitoria pode não parecer para alguns um método razoável, mas o que fazer quando o comportamento dos ocupantes de cargos de direção na universidade têm um governador, uma lei que distribui mal o poder no campus e a polícia a seu lado? Não foi a ocupação da reitoria que suspendeu o diálogo. É bastante óbvio que a polícia no campus cumpre um papel político que ajuda a suspender o debate público.

Não vejo solução. Invadir a reitoria faz barulho fora dos muros do Campus. Acho importante. Mas isso não tem comovido a opinião pública, que vota no governador e que poderia fazer pressão em quem tem poder para decidir. Não consigo imaginar uma estratégia, mas suponho que qualquer uma passaria por conseguir explicar para pessoas fora do campus e para os contrários à ocupação(dentro do campus) que a situação tem mais nuances do que uma briga de torcidas. As pessoas que invadiram e ocuparam a reitoria não são ogros truculentos acéfalos e inconsequentes.
A politização, se for possível, é um processo, não é um decreto. Leva tempo.
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Leia e comente o artigo do genial Tony Monti.
Aposto que você, dono de um iPhone, já leu inúmeros tutoriais de como fazer essa maravilha da tecnologia funcionar. De como trocar o maldito toque e até como torna-lo uma vadia libertina através do jailbreak, mas aposto que nunca achou um guia com dicas tão importantes como essas.
Neste mundo moderno contemporâneo, é comum que as pessoas aprontem das suas e, sem dúvidas, o telefone celular é uma ótima ferramenta tecnológica para facilitar essas “puladas de cerca”. Mas quantos desses não ficam apreensivos quando correm o risco de ter o celular debulhado ferozmente pela namorada ciumenta?
Pensando nesta multidão de cafajestes, nós elaboramos um singelo tutorial com 10 dicas para você minimizar as possibilidades de ter que se explicar para a patroa enfurecida.
Lembramos, contudo, que essas dicas são válidas para quase todo tipo de telefone, exceto a parte dos aplicativos, que fiz baseado no iPhone (mas aposto que esse tal de Android deve ter coisa similar também). Vamos a elas:

1. Fora de área
Parece óbvio, mas muita gente esquece dessa maldita regra e larga o aparelho ao alcance de qualquer um que queira descobrir seus segredos. Manter o aparelho bem guardado e sob controle é uma boa dica, mas não o deixe rotineiramente inacessível: é algo que também pode gerar suspeitas.
Discrição é a chave do sucesso. Coloque o celular no silencioso, afinal sua namorada não precisa saber que você recebeu uma SMS. Para profissionalizar ainda mais o esquema, que tal desligar as notificações? Ninguém precisa saber assim que clicar na tela que você recebeu a mensagem da gatinha danadinha. Além de ganhar tempo caso flagre sua namorada mexendo onde não deve e poder inventar uma boa desculpa para tomar o celular das mãos dela.

3. Cofre
Todo e qualquer celular, nos últimos 10 anos, tem um sistema de bloqueio através de senha. Porque não bloquear o seu? Sua namorada só vasculhará sua intimidade com sua permissão. Ah, mulheres tem olhos bem astutos e costumam espiar as senhas que digitamos. Tente ser discreto e procure trocar sua senha pelo menos a cada 15 dias.
Sua namorada morre de ciúmes da Patrícia que vive dando mole pra você, que tal nomeá-la como Priscila? Se a coisa for sinistra e o Priscila ainda dá problemas, que tal você nomear com o nome de um amigo solteiro? Ainda dá pra combinar com ele que se sua mulher flagrar uma mensagem sensual com o nome dele é só responder a SMS com um código para um celular verdadeiro dele e ele pedir desculpas por ter enviado a mensagem por engano.
Que tal combinar com seu esquema alguns códigos secretos para quando for inevitável atender o telefone? Tipo, “E ai, o que passa?”. Qualquer forma de atender fora da usual pode encurtar um papo e evitar constrangimento.

6. Não seja J.R. Duran
Evite salvar fotos comprometedoras na memória do aparelho. Se você é um fotografo viciado ou quer tirar fotos da gatinha pra “tirar onda” com os coleguinhas, CUIDADO. É muito comum esquecermos de apagar aquela maldita foto que não tem nem como inventar explicação. Lembre-se de dar uma visitada ao seu álbum esporadicamente limpando tudo que possa te comprometer. Caso faça questão de guardar esse “troféu” como recordação lembre-se de gravar no cartão de memória ou, no caso do iPhone, em aplicativos específicos para evitar que as fotos fiquem salvas no seu album de fotos. O Câmera+ é um ótimo exemplo de aplicativo que salva sua foto apenas dentro do próprio aplicativo, dificultando assim que alguém as ache “sem querer”.

7. Fuja do óbvio
Essa é válida apenas para smartphones. Caso sua namorada não seja tão adepta a tecnologia, tente se comunicar com a outra (ou outro) através de aplicativos próprios para comunicação como Pingchat e Whatsapp. Guardados dentro de pastas na terceira ou quarta tela do seu iPhone se tornarão quase invisíveis até aos olhos mais treinados. Assim você evita o flagrante na óbvia página de mensagens do celular.
8. Dia de faxina
Mesmo seguindo todas as dicas acima, quando sua parceira estiver desconfiada de algo e seu celular estiver exposto a investidas investigatórias, não deixe de repassar o check list da limpeza e sair apagando os rastros de suas atividades ilícitas em todos os aplicativos possíveis (emails, torpedos, fotos, mensagens em redes sociais, ligações e etc).

9. Self Destruction
Não sei outros aparelhos, mas o iPhone tem um sistema de segurança bem interessante. Depois de uma quantidade de chances falhas de acertar a senha ele deleta todo o seu conteúdo. Caso tudo esteja perdido MESMO e valha a pena detonar a bomba, que tal errar convenientemente todas as vezes que digitar a senha?
10. Negue
Bom, se mesmo assim você foi pego no pulo, a única alternativa é negar veementemente. Afinal, na cabeça de mulher ela sempre terá uma pontinha de dúvida caso você não assuma o erro. E com o tempo essa dúvida vira a seu favor.
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São quatro bilhões de neurônios a mais, não nos decepcione.

Enfim, o entorpecido mundo das raves chega aos cinemas, numa grandiosa produção Brasileira, e até agora eu ainda não sei se é motivo para comemorar ou para lamentar – apesar de estar pendendo para o segundo.
Acredito que em um primeiro filme sobre a cena não caibam tantas versões diferentes e, principalmente, o que elas representam na realidade. Ou seja, generalizações e visões deturpadas poderão surgir a todo momento fazendo com que quem não tenha tido qualquer contato com o assunto antes enxergue aquilo como verdade nua e crua.
O problema nisso é que raves são um tema pouco conhecido da grande maioria da população, que toma conhecimento apenas de uma parte isolada – e, por consequência, deficiente – do que elas têm a oferecer. Nem sempre o que uma pessoa procura numa festa desse porte é consumir drogas, ficar flertando com a loucura e transforma-se num zumbi que reage ao que sai das caixas de som. Tem muito mais a ser ofertado numa festa do que apenas dramas humanos.
Não que o trailer oficial de Paraísos Artificiais não seja de arrepiar atrás da orelha:
O discurso do nosso grande amigo Eliel no blog Psicodelia (leia aqui) vai ao encontro do que eu penso, em alguns pontos.
Por hora, resta esperar. Não adianta muito a gente começar a supor o que pode ou não acontecer, o que vai ou não vai ser mostrado e o que eles querem ao mexer com um assunto que é ao mesmo tempo tão polêmico quanto mal explicado. Pensei, inclusive, em adotar um discurso em franca defesa das raves, mostrando que de onde eu enxergo a coisa, são apenas um grupo de jovens que querem liberar as energias ruins de uma semana qualquer num lugar envolto por natureza e música de qualidade, mas torna-se desnecessário defender o que ainda não foi "julgado" pelo grande público.
Na dúvida, deixemos combinado algo por aqui: Se for do interesse das pessoas descobrir o que acontece de fato em uma dessas festas eletrônicas, encarregue-se de educar o interessado mostrando como, quando e onde surgiu, porque acontece dessa forma e qual o sentido de estar ao lado da caixa direita. A falta de informação é sempre prejudicial para quem é do bem, mas a boa vontade de levar adiante sempre será um diferencial quando as coisas estiverem ruins.
E, claro, um convite: se é você quem quer saber um pouco mais sobre isso, faça o pedido e deixe que um de nós levemos você para um desses templos de celebração da música eletrônica. Descubra a verdade vivendo-a, não através da tela de algum vídeo postado no YouTube ou comentários num telejornal sensacionalista.
É o que temos para hoje.
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No final das contas, uma rave é algo único para cada um de nós. Qual é a sua realidade?

Desde os primórdios da humanidade somos obrigados a conviver com uma grave patologia que acomete diversos indivíduos, independente de raça, credo, classe social ou orientação sexual no The Sims: a malária sem-alça.
Na família, na escola, faculdade ou trabalho, todos conhecem (ou são) algum chato de galochas, daqueles que conseguem constranger o universo ao seu redor continuamente. Muito pior quando o enfermo é um parente, namorada ou amigo próximo, é verdade, mas ao persistirem os sintomas da malária, a única coisa a ser feita é o isolamento completo – ou a chatice pode respingar em você e te contaminar.

O grande problema é que vivemos em tempos de livre comunicação, onde é muito mais fácil obter um palpite sobre a próxima rodada do campeonato ou dicas de culinária chinesa do que um abraço sincero. Na rede, nos colocamos em verdadeiros cardápios virtuais para a saciar a boçalidade dos malas, desprevinidos, à mera distância de um clique, uma mensagem, uma cutucada na próstata. E eles não estão de dieta.
Para saber identificar se você ou alguém ao seu redor está sofrendo deste terrível mal contemporâneo, veja quais são os principais sintomas da malária sem alça na internet:
(Fonte)
1. Email
O mala do email, obviamente, remete correspondência indesejada, pois não possui discernimento para supor que o conteúdo de sua mensagem não interesse ao destinatário. Quando não trata-se de malária profissional, também conhecida como spam, as mensagens indesejadas costumam vir em arquivos de Power Point e acompanham um cabeçalho com 850 endereços de email de outras pessoas que também foram vítimas do mala.

2. MSN
O mala do MSN, claro, está sempre disponível e invariavelmente enxerga o mesmo sinal verde no seu status, ainda que ele esteja marcado como “ocupado” ou “ausente”. A rapidez com que inicia o assunto assim que você se conecta e a persistência em manter a janela ativa mesmo quando o diálogo já morreu há várias linhas são outros sintomas evidentes da malária em mensageiros instantâneos. Pacientes em estado terminal usam um emoticom para cada letra do alfabeto.

3. Orkut
O mala do Orkut era aquele que se comunicava através de depoimentos e deixava GIFs piscantes no seu mural. Hoje o simples uso do Orkut já caracteriza a malária.

4. Facebook
O mala do Facebook é aquele que marca você em fotos abstratas, calendários, joguinhos e eventos do outro lado do continente (sem falar nas correntes, promoções e sorteios imaginários). Mas o principal sintoma deste mala ainda é a disposição plena para “cutucar” indiscriminadamente e incluir letras de músicas em suas atualizações de status.

5. Twitter
O mala do Twitter não sabe por que só tem 4 seguidores, então pede aos outros para que o sigam, por caridade. Quando conseguem a misericórdia do follow, agradecem publicamente para mostrar toda a intimidade que vocês não têm, e em no máximo meia hora envia uma DM pedindo algum favor ou puxando um assunto idiota, pra forçar a amizade. Outra característica marcante deste mala é a perda do raciocínio lógico matemático, o que prejudica a percepção de que 20 mentions enviadas para 1 recebida é uma forma de ser ignorado.

6. Foursquare
O mala do Foursquare é aquele que acha que está em algum tipo de jogo social e decidiu deixar rastros no mapa de todos os lugares que vai – e também dos que não vai. Quando o lugar não está registrado (ainda que por questões de segurança e privacidade, como a sua casa, por exemplo), ele mesmo o faz. Se o indivíduo disser algo sobre ter se tornado “mayor”, corra. O caso é grave.
7. YouTube
O mala do YouTube tem um vlog onde ele fala para a câmera por que ele odeia um ou mais temas pseudo-polêmicos aleatórios. Em casos crônicos rola uma vinheta de abertura feita pelo gerador de caracteres da TV Tupi com Mal de Parkinson, palavrões e figurino.

8. Blog
O mala blogueiro, sem sombra de dúvidas, é aquele que apresenta o mais avançado estágio da patologia, pois em quase todos os casos ele apresenta os sintomas de sua malária por email e nas outras redes sociais, tentando promover o seu blog a todo custo. Ego inflado, perda do senso do ridículo e obesidade mórbida sentenciam o diagnóstico.

Além destes casos clássicos, obviamente, existem os menos recorrentes, mas ainda assim temerosos, como o mala do Instagram, o mala do Skype, o mala do Tumblr e o mala do Flogão (eutanásia). O mais importante é o diagnóstico precoce dos primeiros indícios de instabilidade emocional, carência afetiva, apatia social e/ou chatice aguda.
Quanto antes você descobrir que é uma pessoa insuportável, tão logo será questionado por si mesmo sobre a possibilidade do suicídio e assim poderá poupar seus convives e a humanidade desta sua existência terrível.
Falei, e ainda falei pouco.
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