Aposto que você, dono de um iPhone, já leu inúmeros tutoriais de como fazer essa maravilha da tecnologia funcionar. De como trocar o maldito toque e até como torna-lo uma vadia libertina através do jailbreak, mas aposto que nunca achou um guia com dicas tão importantes como essas.
Neste mundo moderno contemporâneo, é comum que as pessoas aprontem das suas e, sem dúvidas, o telefone celular é uma ótima ferramenta tecnológica para facilitar essas “puladas de cerca”. Mas quantos desses não ficam apreensivos quando correm o risco de ter o celular debulhado ferozmente pela namorada ciumenta?
Pensando nesta multidão de cafajestes, nós elaboramos um singelo tutorial com 10 dicas para você minimizar as possibilidades de ter que se explicar para a patroa enfurecida.
Lembramos, contudo, que essas dicas são válidas para quase todo tipo de telefone, exceto a parte dos aplicativos, que fiz baseado no iPhone (mas aposto que esse tal de Android deve ter coisa similar também). Vamos a elas:

1. Fora de área
Parece óbvio, mas muita gente esquece dessa maldita regra e larga o aparelho ao alcance de qualquer um que queira descobrir seus segredos. Manter o aparelho bem guardado e sob controle é uma boa dica, mas não o deixe rotineiramente inacessível: é algo que também pode gerar suspeitas.
Discrição é a chave do sucesso. Coloque o celular no silencioso, afinal sua namorada não precisa saber que você recebeu uma SMS. Para profissionalizar ainda mais o esquema, que tal desligar as notificações? Ninguém precisa saber assim que clicar na tela que você recebeu a mensagem da gatinha danadinha. Além de ganhar tempo caso flagre sua namorada mexendo onde não deve e poder inventar uma boa desculpa para tomar o celular das mãos dela.

3. Cofre
Todo e qualquer celular, nos últimos 10 anos, tem um sistema de bloqueio através de senha. Porque não bloquear o seu? Sua namorada só vasculhará sua intimidade com sua permissão. Ah, mulheres tem olhos bem astutos e costumam espiar as senhas que digitamos. Tente ser discreto e procure trocar sua senha pelo menos a cada 15 dias.
Sua namorada morre de ciúmes da Patrícia que vive dando mole pra você, que tal nomeá-la como Priscila? Se a coisa for sinistra e o Priscila ainda dá problemas, que tal você nomear com o nome de um amigo solteiro? Ainda dá pra combinar com ele que se sua mulher flagrar uma mensagem sensual com o nome dele é só responder a SMS com um código para um celular verdadeiro dele e ele pedir desculpas por ter enviado a mensagem por engano.
Que tal combinar com seu esquema alguns códigos secretos para quando for inevitável atender o telefone? Tipo, “E ai, o que passa?”. Qualquer forma de atender fora da usual pode encurtar um papo e evitar constrangimento.

6. Não seja J.R. Duran
Evite salvar fotos comprometedoras na memória do aparelho. Se você é um fotografo viciado ou quer tirar fotos da gatinha pra “tirar onda” com os coleguinhas, CUIDADO. É muito comum esquecermos de apagar aquela maldita foto que não tem nem como inventar explicação. Lembre-se de dar uma visitada ao seu álbum esporadicamente limpando tudo que possa te comprometer. Caso faça questão de guardar esse “troféu” como recordação lembre-se de gravar no cartão de memória ou, no caso do iPhone, em aplicativos específicos para evitar que as fotos fiquem salvas no seu album de fotos. O Câmera+ é um ótimo exemplo de aplicativo que salva sua foto apenas dentro do próprio aplicativo, dificultando assim que alguém as ache “sem querer”.

7. Fuja do óbvio
Essa é válida apenas para smartphones. Caso sua namorada não seja tão adepta a tecnologia, tente se comunicar com a outra (ou outro) através de aplicativos próprios para comunicação como Pingchat e Whatsapp. Guardados dentro de pastas na terceira ou quarta tela do seu iPhone se tornarão quase invisíveis até aos olhos mais treinados. Assim você evita o flagrante na óbvia página de mensagens do celular.
8. Dia de faxina
Mesmo seguindo todas as dicas acima, quando sua parceira estiver desconfiada de algo e seu celular estiver exposto a investidas investigatórias, não deixe de repassar o check list da limpeza e sair apagando os rastros de suas atividades ilícitas em todos os aplicativos possíveis (emails, torpedos, fotos, mensagens em redes sociais, ligações e etc).

9. Self Destruction
Não sei outros aparelhos, mas o iPhone tem um sistema de segurança bem interessante. Depois de uma quantidade de chances falhas de acertar a senha ele deleta todo o seu conteúdo. Caso tudo esteja perdido MESMO e valha a pena detonar a bomba, que tal errar convenientemente todas as vezes que digitar a senha?
10. Negue
Bom, se mesmo assim você foi pego no pulo, a única alternativa é negar veementemente. Afinal, na cabeça de mulher ela sempre terá uma pontinha de dúvida caso você não assuma o erro. E com o tempo essa dúvida vira a seu favor.
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São quatro bilhões de neurônios a mais, não nos decepcione.

Enfim, o entorpecido mundo das raves chega aos cinemas, numa grandiosa produção Brasileira, e até agora eu ainda não sei se é motivo para comemorar ou para lamentar – apesar de estar pendendo para o segundo.
Acredito que em um primeiro filme sobre a cena não caibam tantas versões diferentes e, principalmente, o que elas representam na realidade. Ou seja, generalizações e visões deturpadas poderão surgir a todo momento fazendo com que quem não tenha tido qualquer contato com o assunto antes enxergue aquilo como verdade nua e crua.
O problema nisso é que raves são um tema pouco conhecido da grande maioria da população, que toma conhecimento apenas de uma parte isolada – e, por consequência, deficiente – do que elas têm a oferecer. Nem sempre o que uma pessoa procura numa festa desse porte é consumir drogas, ficar flertando com a loucura e transforma-se num zumbi que reage ao que sai das caixas de som. Tem muito mais a ser ofertado numa festa do que apenas dramas humanos.
Não que o trailer oficial de Paraísos Artificiais não seja de arrepiar atrás da orelha:
O discurso do nosso grande amigo Eliel no blog Psicodelia (leia aqui) vai ao encontro do que eu penso, em alguns pontos.
Por hora, resta esperar. Não adianta muito a gente começar a supor o que pode ou não acontecer, o que vai ou não vai ser mostrado e o que eles querem ao mexer com um assunto que é ao mesmo tempo tão polêmico quanto mal explicado. Pensei, inclusive, em adotar um discurso em franca defesa das raves, mostrando que de onde eu enxergo a coisa, são apenas um grupo de jovens que querem liberar as energias ruins de uma semana qualquer num lugar envolto por natureza e música de qualidade, mas torna-se desnecessário defender o que ainda não foi "julgado" pelo grande público.
Na dúvida, deixemos combinado algo por aqui: Se for do interesse das pessoas descobrir o que acontece de fato em uma dessas festas eletrônicas, encarregue-se de educar o interessado mostrando como, quando e onde surgiu, porque acontece dessa forma e qual o sentido de estar ao lado da caixa direita. A falta de informação é sempre prejudicial para quem é do bem, mas a boa vontade de levar adiante sempre será um diferencial quando as coisas estiverem ruins.
E, claro, um convite: se é você quem quer saber um pouco mais sobre isso, faça o pedido e deixe que um de nós levemos você para um desses templos de celebração da música eletrônica. Descubra a verdade vivendo-a, não através da tela de algum vídeo postado no YouTube ou comentários num telejornal sensacionalista.
É o que temos para hoje.
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No final das contas, uma rave é algo único para cada um de nós. Qual é a sua realidade?

Desde os primórdios da humanidade somos obrigados a conviver com uma grave patologia que acomete diversos indivíduos, independente de raça, credo, classe social ou orientação sexual no The Sims: a malária sem-alça.
Na família, na escola, faculdade ou trabalho, todos conhecem (ou são) algum chato de galochas, daqueles que conseguem constranger o universo ao seu redor continuamente. Muito pior quando o enfermo é um parente, namorada ou amigo próximo, é verdade, mas ao persistirem os sintomas da malária, a única coisa a ser feita é o isolamento completo – ou a chatice pode respingar em você e te contaminar.

O grande problema é que vivemos em tempos de livre comunicação, onde é muito mais fácil obter um palpite sobre a próxima rodada do campeonato ou dicas de culinária chinesa do que um abraço sincero. Na rede, nos colocamos em verdadeiros cardápios virtuais para a saciar a boçalidade dos malas, desprevinidos, à mera distância de um clique, uma mensagem, uma cutucada na próstata. E eles não estão de dieta.
Para saber identificar se você ou alguém ao seu redor está sofrendo deste terrível mal contemporâneo, veja quais são os principais sintomas da malária sem alça na internet:
(Fonte)
1. Email
O mala do email, obviamente, remete correspondência indesejada, pois não possui discernimento para supor que o conteúdo de sua mensagem não interesse ao destinatário. Quando não trata-se de malária profissional, também conhecida como spam, as mensagens indesejadas costumam vir em arquivos de Power Point e acompanham um cabeçalho com 850 endereços de email de outras pessoas que também foram vítimas do mala.

2. MSN
O mala do MSN, claro, está sempre disponível e invariavelmente enxerga o mesmo sinal verde no seu status, ainda que ele esteja marcado como “ocupado” ou “ausente”. A rapidez com que inicia o assunto assim que você se conecta e a persistência em manter a janela ativa mesmo quando o diálogo já morreu há várias linhas são outros sintomas evidentes da malária em mensageiros instantâneos. Pacientes em estado terminal usam um emoticom para cada letra do alfabeto.

3. Orkut
O mala do Orkut era aquele que se comunicava através de depoimentos e deixava GIFs piscantes no seu mural. Hoje o simples uso do Orkut já caracteriza a malária.

4. Facebook
O mala do Facebook é aquele que marca você em fotos abstratas, calendários, joguinhos e eventos do outro lado do continente (sem falar nas correntes, promoções e sorteios imaginários). Mas o principal sintoma deste mala ainda é a disposição plena para “cutucar” indiscriminadamente e incluir letras de músicas em suas atualizações de status.

5. Twitter
O mala do Twitter não sabe por que só tem 4 seguidores, então pede aos outros para que o sigam, por caridade. Quando conseguem a misericórdia do follow, agradecem publicamente para mostrar toda a intimidade que vocês não têm, e em no máximo meia hora envia uma DM pedindo algum favor ou puxando um assunto idiota, pra forçar a amizade. Outra característica marcante deste mala é a perda do raciocínio lógico matemático, o que prejudica a percepção de que 20 mentions enviadas para 1 recebida é uma forma de ser ignorado.

6. Foursquare
O mala do Foursquare é aquele que acha que está em algum tipo de jogo social e decidiu deixar rastros no mapa de todos os lugares que vai – e também dos que não vai. Quando o lugar não está registrado (ainda que por questões de segurança e privacidade, como a sua casa, por exemplo), ele mesmo o faz. Se o indivíduo disser algo sobre ter se tornado “mayor”, corra. O caso é grave.
7. YouTube
O mala do YouTube tem um vlog onde ele fala para a câmera por que ele odeia um ou mais temas pseudo-polêmicos aleatórios. Em casos crônicos rola uma vinheta de abertura feita pelo gerador de caracteres da TV Tupi com Mal de Parkinson, palavrões e figurino.

8. Blog
O mala blogueiro, sem sombra de dúvidas, é aquele que apresenta o mais avançado estágio da patologia, pois em quase todos os casos ele apresenta os sintomas de sua malária por email e nas outras redes sociais, tentando promover o seu blog a todo custo. Ego inflado, perda do senso do ridículo e obesidade mórbida sentenciam o diagnóstico.

Além destes casos clássicos, obviamente, existem os menos recorrentes, mas ainda assim temerosos, como o mala do Instagram, o mala do Skype, o mala do Tumblr e o mala do Flogão (eutanásia). O mais importante é o diagnóstico precoce dos primeiros indícios de instabilidade emocional, carência afetiva, apatia social e/ou chatice aguda.
Quanto antes você descobrir que é uma pessoa insuportável, tão logo será questionado por si mesmo sobre a possibilidade do suicídio e assim poderá poupar seus convives e a humanidade desta sua existência terrível.
Falei, e ainda falei pouco.
(Autoria: Anna Ingrid)

Festas de formatura são sempre a mesma coisa. Tem um cerimonial imensamente chato onde se apresentam os novos, em sua maioria, desempregados, que vão ser lançados no mercado de trabalho pra virar estatística. Seja de que for.
Nesse momento tão importante da vida do jovem formando, a grande maioria quer uma canção que o represente e signifique alguma coisa. Na festa provavelmente estarão presentes possíveis empregadores, então o formando quer que todos pensem que ele é uma pessoa profunda que está realizando um grande feito.
Há também os que estão profundamente aliviados de se verem finalmente livres do convívio obrigatório de gente que não gosta (meu caso) e escolhem uma música só para festejar. Nas festas de formatura em que eu estive, eu percebi algumas músicas que certamente receberam mais convites do que eu:
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1. Cidade Negra – A Estrada
“Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui…” É a música de quem se sacrificou na faculdade mais do que todo mundo e ninguém sabe ou desconfia. Andou no carro do pai pra ir pra faculdade particular, teve que pagar caríssimo pra alguém fazer alguns trabalhos, precisou adular aquele professor casca grossa pra não ficar na final, enfim. A canção dos mártires.
Música de auto-ajuda. Se você for entrar com essa, minha dica pra não arruinar a festa dos seus amigos é só usar se você for o primeiro a entrar, já que a depressão do Renato Russo precisa ser esquecida ou ninguém vai ficar até o último formando.
Pela regra que deve ter escrita em algum lugar, quem entra com essa música é alguém SuPeR FeLiZ que na verdade todos odeiam e fazem de conta que se importam. Música de gente chata que convida para colação de grau porque acha que todo mundo quer perder a sexta à noite ouvindo 25 discursos de uma hora e meia.

Sempre tem um cidadão que acha que a faculdade é uma corrida e que ele venceu. Eu só não vejo porque entrar com o tema da vitória se você no máximo empatou com mais 49 pessoas. Mas enfim, parabéns Campeão.
Essa é a música de quem não se arrepende de nada, seja a adulação aos professores, a amiga comunista com roupa exclusiva enchendo o saco e puxando greve quando só faltava uma prova pra acabar o semestre, a “prova oral” daquele professor cretino, ou dormir com o chefe do estágio para renovarem o contrato.
Essa é a música de quem encarou a faculdade sabendo que todos os meios justificam aquele fim. Você está formado e talvez em mais 4 anos estudando direto, passe num concurso e consiga sair de casa. Era tudo pelo bem maior.
5. Titãs – É Preciso Saber Viver
Mais uma música de auto-ajuda. Mas essa prega ações comedidas. É preciso ter cuidado para mais tarde não sofrer. É a música de quem tomava remédio pra a ressaca antes de beber. E bebia duas taças de vinho branco. zzzzzzzzzz Sério, parem com isso.

A única vantagem dessa sobre a do Ayrton Senna é que essa música é de quem sabe que só passou porque tinha aquele amigo que facilitava nos trabalhos em grupos, individuais, provas, e assinava o nome do ausente na hora da lista de presença. E essa música é tão obrigatória que se não for escolhida por um formando, algum engraçadinho do cerimonial inclui na programação.
Com sorte, a vida leva quem escolhe essa pro inferno e ninguém nunca mais tem notícia.
A faculdade e a paciência. Nessa hora tem gente pagando um extra pro garçom ficar trazendo cerveja porque não dá pra aturar isso sóbrio.

Sempre tem um evangélico que passou o curso inteiro fazendo bullying nos colegas porque ele vai pro céu, tá salvo e coisas assim e acha que é uma boa ideia pregar o evangelho enquanto todos querem que aquele castigo acabe logo pra poder beber.
É o meio internacionalmente conhecido de identificação da colega biscate que dormiu com o seu marido e do viado que ainda não saiu de Nárnia. Quando tocar, são eles que gritarão “é a minha música” e cantarão de olhinho fechado com a mão no peito.
CLIQUE AQUI para ler o artigo da Anna Ingrid na íntegra.
- – -
É o Fim da Várzea.

É completamente verídico o fato de que em nossas vidas modernas e descoladas, dia após dia os encontros com nossos amigos sejam feitos de forma virtual. Aquelas janelinhas piscantes e falantes, cuja existência têm se tornado vital a nós, dão conta de nos trazer todas as emoções e sentimentos necessários para que possamos dizer com alguma certeza que não estamos sozinhos nesse mundo. E nesse momento, surge um pequeno lembrete.
A triste lembrança de saber que se não fossem essas máquinas conectadas ao imenso mar virtual que chamamos de internet nos trazem, cada dia mais, pessoas com gostos similares aos nossos… aquelas mesmas pessoas que jamais, provavelmente, conheceríamos de outra forma. Mas em algum ponto dessa jornada eu passei a me preocupar com a falta dos amigos que possam compartilhar de uma risada ao vivo e in loco conosco, e é assim que eu tenho levado a vida desde então.
Porque, pense comigo, por mais que aqueles amigos e amores virtuais sejam tudo o que falta na sua vida, nem sempre é possível passar as horas do dia atrás dessa grande tela apreciando pequenos momentos e deixando a vida real passar pela sua janela.
E, se for pra ser assim, que você procure agora mesmo um site de compras de passagens e faça aquilo que você supostamente deve fazer: vá ficar ao lado daqueles que te entendem e te querem tão bem. Porque ser amigo virtual, ah… isso é fácil. Mas gostoso e desafiador mesmo é encontrar aquela sua turma para um final de semana sem precedentes num lugar diferente e único – mesmo que esse seja a sua casa, quando você estiver recebendo esse pequeno grupo de janelinhas e tweets.
Pense nisso.
(Autor convidado: Vitor Antenore Rossi)

Houve uma década onde as pessoas eram mais livres. As perseguições e preocupações um tanto menores. Nessa década, as pessoas tinham mais liberdade de ser o que quisessem. Sim, nessa década existia moda, existiam tendências, mas, parece que as tribos eram menos visuais e mais ideológicas. Nessa década, as pessoas se reuniam em locais abertos para celebrar a união dessas diferenças, para celebrar a música ao ar livre. As drogas estavam ali, o sexo estava ali, algumas pessoas chegavam a dançar nuas, se enlamear sem medo de serem julgadas. Aqueles que viveram a adolescência e o início da idade adulta nessa época souberam e experimentaram uma liberdade que se acabou. Hoje as festas possuem áreas VIP. Hoje as drogas são mais viciantes, mais prejudiciais e muito menos sociais. Hoje o sexo não representa nada a não ser a satisfação dos hedonistas. Hoje pouco importam as tribos, culturas. Hoje, aqueles que viveram naquela década maravilhosa, são velhos demais para dizer algo.

Que bom que eu vivi aquela década… os anos 2000 foram os novos 60. Quem esteve lá sabe do que estou falando. Agora é aguardar que em 2020-2030 as pessoas digam: "Os anos 2000 foram anos que marcaram a história da humanidade, aquelas pessoas sim eram felizes.”
Ainda bem que nasci a tempo de aproveitar essa doideira maluca.
- – -
De autoria de Vitor Antenore Rossi. Enviado pelo nosso herói Tatalluga.

Sei que talvez não seja novidade para a maioria, mas nada me causou tanto assombro, desde que parei de ouvir músicas ao contrário no site da finada ONG Mensagem Subliminar, quanto descobrir que a lenda urbana do punhal escondido no boneco do Fofão era verdade.
Como todo bom oitentista eu tive um desses na infância, e lembro que cheguei a apalpar o boneco com força pra ver se encontrava o tal punhal que supostamente estaria em seu interior, por via das dúvidas. Acostumado à histeria mitológica da cultura popular, não me deixavam levar a sério qualquer história macabra sobre o lado “espiritual” do brinquedo.
Hoje, definitivamente, não entendo como pude ter passado tantas noites tranquilas sob o mesmo teto que tal diabólica criatura, ao tempo em que percebo que aquele baculejo não foi o suficiente:


Espinha dorsal no formato de um punhal de plástico pra garantir a diversão da criançada!
- – -
Relembre com o Insoônia algumas lendas da sua infância.
Imagine-se num mundo mais colorido, mais vibrante. Cores e formas em completa interação com você, seus sentidos estão em estado de atenção e a menor brisa pode provocar reações diferentes e inéditas. Imagine se, por alguns minutos ou horas, a sensação de ver o mundo seja algo parecido a ver isso, mas em três dimensões e com direito a outras sensações diversas incluídas.

Exagero? Bobagem? Eu não diria isso. Como sabemos e como comprovado por diversos estudos e teorias, as drogas agem de forma diferente em cada pessoa, tendo apenas algumas características em comum. Enquanto um vai sentir um efeito mais forte e prolongado, outro pode apenas sentir-se um pouco diferente do comum. E num tempo onde as discussões sobre o consumo, liberação e discriminalização das drogas está em alta, um estudo de muito tempo atrás ganha sua versão digital, através do Vimeo. Uma dona de casa dos EUA ingere uma quantidade de LSD e médicos e membros do “Clube Psicodélico de Harvard” (Harvard Psychedelic Club) acompanham as suas reações.
Sim, 1950. Provavelmente naquela época, com o boom do LSD e as pessoas curtindo uma fase “Paz e Amor”, famílias, políticos e formadores de opinião também se dividiam entre o proibir e o liberar. Porém, uma das questões que eu sinto falta hoje seja a que, sem dúvidas, faria a maior diferença no mundo: educar. Não estamos mais em condições de prender nossos filhos, sobrinhos e amigos em um mundo fantasioso, onde drogas, crime e outras maldades do nosso mundo cotidiano não existam. Tudo isso é realidade, as pessoas precisam conhecer, entender e aprender a se defender de tudo isso.
No meu mundo ideal, as pessoas teriam direito de fazer o que bem entendem de suas vidas. Mas não sem antes serem educadas, entenderem as causas e complicações de cada um de seus atos e sairem das salas de aula com uma noção plena do que cada atitude dela fará com a vida dela daquele momento em diante. Devem ser respeitados os direitos e desejos do próximo, desde que o próximo respeite e entenda os meus. Mas esse meu mundo ideal parece estar cada dia mais distante do que temos hoje em dia por aí…
- – -
Vídeo via Update or Die. Imagem via Fuck Yeah, Psychedelics.
(Carta aberta do grupo Anonymous para a OTAN)

“Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.
O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer. A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento. (…)
O Anonymous não aceita que o governo e/ou os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?
Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.
Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.
Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação. Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.
O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos. (…)
Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.
Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.
Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.
Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós por pura raiva de vocês atropelarem quem se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.
Somos Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…”

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Fonte/Tradução: Estadão
(Autora convidada: Denise Pazito)

Tal como o termômetro aponta a febre, um mal anunciado, jovens nas ruas denunciam: sociedade doente! Não tem erro. Febre não é doença. É sintoma. O mesmo acontece com os estudantes. Eles não são o problema. São os sintomas. A doença da vez é a baixa qualidade do transporte coletivo. Excessos à parte, que bonito ver os jovens tomando as rédeas dos anseios de todos nós!
Só quem nunca pegou um ônibus na Grande Vitória, que pode atirar a primeira pedra, pois não sabem de nada. Só quem nunca esteve amassado, pisado, desrespeitado, dentro de um ônibus, que pode chamá-los de baderneiros… Só quem não se desesperou em ter perdido o ônibus por questão de segundos e sabe que só quinze, vinte, trinta minutos depois ou mais, dependendo do horário, que virá o próximo! É essa a rotina de quem depende de transporte coletivo por aqui.
Sempre digo que as palavras são poderosas, podem transformar o mundo. Pois bem, deixo aqui algumas delas para reforçar esse movimento social em favor de um transporte mais justo. Entretanto, acredito que as palavras devem seguir seus caminhos, inclusive pelas ruas da cidade.
Se hoje o movimento estudantil incomoda pois fecha o trânsito, “provoca” a repressão policial, pensem que é apenas uma estratégia para mobilizar a atenção de todos.
O que são dois ou três dias de desconforto perto dos outros trezentos e sessenta e tantos, dentro dos coletivos, ano após ano, absurdamente mal tratados, mal acomodados, pelas empresas que apenas visam a seus próprios lucros, cobrando passagens tão caras? Motoristas e trocadores também são trabalhadores explorados… Sei não, mas penso que a população inteira deveria estar unida nesse belíssimo momento.
Feliz é o país onde a juventude ainda acredita!

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Foto do protesto de estudantes em Vitória por Nathanna Gomes. Charge de Amarildo.
Texto da pedagoga Denise Pazito.
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