Se comunicar hoje em dia tá difícil pra cacete. Por mais que tenhamos telefone (Lembram? Aquele negócio que a gente disca um número e conseguimos falar com outra pessoa que não tá no mesmo lugar que a gente), WhatsApp, e-mail, Facebook, Snapchat, e mais os trocentos aplicativos que são criados pra mandar mensagem – e nudez –, ainda assim vamos ter problemas de comunicação.

Meu lance não é a forma, é o conteúdo da conversa. A internet apareceu e com ela milhões de novos memes, virais e coisas do tipo. Não, não tô reclamando. É que isso deixa sequelas gravíssimas pra galera que quer largar um pouquinho esse ambiente (por saturação, às vezes) e ficar namoralzinho.

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De uns tempos pra cá os memes têm saído dos nossos dedos e invadido nossas bocas. Você, com certeza, já falou “manda nudes” ou “corrão” (sim, com –ão mesmo). Você, definitivamente, alguma vez nesse último mês falou ou ouviu alguém falar “vamos adotar o deboísmo”.

É bacana? Eu acho que sim. No dia que é comentado, na internet, é bacana pra caralho. Mas depois que você traz isso pra fora e passa o dia falando isso pro Josevaldo, do financeiro, que tem como único divertimento o joguinho paciência no computador, pra aquela tia Jerilene que ganhou um telefone com WhatsApp ilimitado e passa as horas que ela deveria estar fazendo almoço ou trabalhando, repassando corrente, ou até mesmo pro Jediscleiton que é um receptador maldito de nudez e fica repassando alucinadamente isso pros quinhentos grupos que ele participa, perde meio o sentido. É sério, não é legal.

 

“Dê à internet o que é da internet e à vida real o que é da vida real.”

Communication-3

Estamos combinados assim? Estamos combinados assim.


 

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