Nas palavras do @HistoriaNoPaint:

Um professor de História, em uma escola no Rio de Janeiro, foi dar aula sobre nazismo. Ele mostrou para seus alunos a suástica e disse que aquele era o símbolo dos nazistas. Uma aluna levantou a mão e disse que já viu no sítio da sua família um tijolo com aquele mesmo símbolo. Isso despertou a curiosidade no professor, que procurou saber mais sobre o assunto. 

Sidney Aguilar não sabia que em sua pesquisa iria descobrir uma história tão bizarra que iria se transformar no documentário chamado “Menino 23”. Esse sítio pertence à família Rocha Miranda, uma família importante na História do Rio de Janeiro de origem escravocrata.

Em sua pesquisa, Sidney descobriu que a família Rocha Miranda tinha um integrante que era MEMBRO do partido nazista aqui no Brasil, que era o MAIOR partido nazista fora da Alemanha e que outras pessoas da família eram ligadas ao Partido Integralista Brasileiro.

Tá achando bizarro? Calma que vai ficar ainda mais. Em sua pesquisa, Sidney descobriu que a família Rocha Miranda adotou 50 crianças de um orfanato para escraviza-las e todas elas eram NEGRAS.

No documentário, um homem conhecido como Seu Aloísio, que foi uma das vítimas, disse que as crianças não eram chamadas por nomes, mas sim por números e o seu era 23. Os meninos só foram libertados do cárcere quando o governo Vargas rompeu de vez as relações com o Eixo.

Daí, os nazistas, assim como o Partido Integralista, foram perseguidos e a família Rocha Miranda perdeu o status que tinha. Hoje isso parece algo extremamente absurdo, mas para a época não era.

Esse documentário é INCRÍVEL e foi produzido pela produtora Giros Interativa LTDA com o grande apoio da ANCINE (que hoje corre sério risco de ser extinta no governo Bolsonaro) e está disponível no Youtube.

(Leia a thread completa aqui)

 

Abaixo, o documentário “Menino 23”, na íntegra:

 

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BONUS – “Entre a suástica e a palmatória”, documentário da Revista de História da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro: