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Todo o alvoroço sobre a Campus Party, uma badalada reunião de nerds sem vida sexual para discutir boçalidades do mundo tecnológico, me comove. Apesar de eu não pensar em tatuar a logo da Apple na panturrilha nem me dedicar como deveria ao Twitter do TRETA, me considero um bocado nerd.

Tanto que pretendo começar a publicar aqui no blog alguns releases no melhor estilo TRETA sobre as nossas últimas experiências de consumo hi-tech – entendam, contudo, que o conceito de “hi-tech” é amplo. Até mesmo uma tampinha de garrafa longneck, na minha opinião, pode ser considerado um sistema de alta tecnologia.

Enfim. De agora em diante, vocês, nobres consumidores que lêem o TRETA, poderão contar com as dicas marotas de quem já passou perrengue com um brinquedinho novo na mão e poderão decidir a partir do relato de nossa experiência se este ou aquele produto devem ocupar um lugar na sua lista de compras.

Pra inaugurar a coluna, vejam o que eu achei do meu primeiro (e até agora único) artigo eletrônico da grife Apple:

 

new-ipod-shuffle

A primeira coisa que o consumidor não-geek (entenda-se “normal”) se questiona sobre os players da venerada marca Apple é: “por que o iPod é melhor que aquele mp3 de R$ 99,00 com o dobro da capacidade que está em oferta na Casa & Vídeo?”

Ouvi – e respondi – isso algumas centenas de vezes. Costumo dizer: experimente ouvir um trance psicodélico num iPod e depois num mp3 genérico. Se sentir que a diferença de qualidade se equipara à diferença de preço, seja bem-vindo ao mundo dos usuários da maçã mordida.

Se não perceber qualquer diferença, ou você é fã do Sorriso Maroto, ou perdeu a audição nas caixas de som das raves da vida.

Até a minha mãe, que sofre de audiofobia (em parte devido à minha ligeira predileção por trilhas sonoras fullônicas em volume elevado), deu o braço a torcer ao constatar que o tal do iPod tem uma saída de som impecável.

Comprei pela internet, na Americanas.com, em 12 prestações de R$ 30,75 no cartão de crédito – em tempos de vacas anoréxicas o Gambiarra Labs se contenta com o modelo mais simples parcelado a perder de vista.

Vamos, então, às perguntas mais recorrentes:

1. Valeu à pena?
Porra, em 12 prestações de R$ 30,75, tinha que ser uma bosta pra não valer. E não, o iPod não é uma bosta.

2. Não é um saco não ter a telinha pra operar a lista de músicas?
Questão de custo/benefício: o iPod Shuffle é um player ridiculamente simples com apenas 7 botões, mas ele é mais do que suficiente pra cumprir a função principal a que o destinei, que é rolar as minhas músicas preferidas em ordem aleatória ou seqüencial. Além do botão de aumentar o volume, claro.

3. Como faz pra passar as músicas pra dentro dele?
ou Que merda é essa de iTunes?
Essa, definitivamente, é a parte chata. Pra passar suas mp3 pro iPod, você precisa baixar e instalar o programa iTunes, um player de computador que sincroniza sua lista de músicas do PC com a do aparelho. No computador fudido que tinha aqui em casa foi um inferno. Travou o Ruindows e apareceu uma mensagem de que seria preciso formatar o iPod para recuperá-lo de um erro grave. Cinco vezes. No fim das contas eu comprei um computador novo e agora tudo parece estar resolvido.

4. O que faz o som do iPod ter uma qualidade superior é o aparelho ou o fone de ouvido da Apple?
Não faço a menor idéia. Na verdade eu nem mesmo sei se esse lance de “qualidade superior” não é meramente psicológico. Na dúvida, uso tudo junto pra garantir: o aparelho, o fone e o psicológico.

5. O iPod tem alguma coisa a mais que justifique o preço ser bem mais caro que os outros players?
Os modelos mais avançados, como o iPod Touch, dispensam comentários. São engenhocas geniais, mirabolantes e praticamente sem similares à altura no mercado. Quanto ao iPod Shuffle, posso dizer que você se satisfaz antes de mais nada por ser um produto absolutamente bem-acabado, produzido por uma empresa ovacionada por especialistas em tecnologia e cuja principal característica se reproduz no pequeno tocador: usabilidade (?)
 

Então é isso.

Espero ter colaborado de alguma forma com a sua dúvida sobre comprar ou não comprar o tal do iPod. Infelizmente, não estou levando comissão de vendas.

Também não pretendo convencer ninguém a coisa alguma. Decisões de consumo são estritamente pessoais. A única certeza que eu dou sobre a compra de um iPod é a de que imediatamente piadinhas contendo a expressão “aí pode” serão uma constante na sua vida.


 

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