“Na cultura, assim como na natureza, nada se cria, tudo se apropria.”

Apesar da máxima lavoisierana ter sido um pouco diferente, poderíamos tranquilamente estabelecer a frase desta forma. Afinal, assim como o mundo não passa de um punhado de átomos de carbono organizados em sequências aleatórias, o mundo intelectual – ou imaterial – também pode ser assim compreendido.

As ideias estão no chão. Você tropeça e acha a solução.

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Aquecendo os tamborins para o nosso tão aguardado artigo “Usura Não 2: O inimigo agora é outro” (leia a primeira parte aqui), vamos recapitular esta questão essencial do conhecimento e assumir que nenhuma criação – exceto, “A Criação” – pode ser considerado completamente original. E que nem toda variação é pobre de inovação.

A internet já provocou uma boa série de debates sobre direitos autorais e propriedade intelectual, mas não é de hoje que a linha tênue entre uma referência cultural e um plágio descarado circunda as produções artísticas. Com a livre circulação das informações ficou cada vez mais difícil pretender exclusividade sobre uma ideia, ou até mesmo uma obra, e se formos analisar algumas músicas, filmes e outras produções de sucesso, podemos perceber claramente algumas “homenagens” e “referências”.

Para tornar a questão mais clara, o produtor americano Kirby Ferguson transformou estas observações em uma série de vídeos para a internet, e um site, Everything is a Remix, onde ainda fornece mais evidências de que tudo é um REMIX.

Confira abaixo, legendado:

Everything is a Remix – Parte 1

 

Everything is a Remix – Parte 2

 

Everything is a Remix – Parte 3

 

Everything is a Remix – Parte 4

 

Everything is a Remix – Kill Bill

 

Everything is a Remix – Matrix

 

Estudo de caso: iPhone

 

“Embrace the remix”, palestra com Kirby Ferguson

 

“Rise Of The Patent Troll”, sobre o mercado de patentes


 

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