Felipinho

A busca por acompanhantes tem crescido com o passar dos anos no Brasil, de acordo com as estatísticas. Homens e mulheres têm tido cada vez mais interesse em buscar novas experiências sexuais, segundo os dados de sites de acompanhantes. Esses sites vêm para auxiliar e oferecer os melhores serviços possíveis para essas pessoas.

No Brasil, conforme o gráfico de busca elaborado pela empresa de marketing Evergreen Soluções Digitais, a procura por acompanhantes nos últimos cinco anos subiu aproximadamente 50%. Em termos de regiões, o Amazonas lidera segundo as buscas por acompanhantes na Internet, seguindo-se São Paulo, Tocantins, Roraima e Goiás. No Top Dez das regiões que mais buscam acompanhantes no Brasil estão ainda o Distrito Federal, o Piauí, o Mato Grosso e Santa Catarina.

O desejo por novas experiências parece estar cada vez mais forte entre os brasileiros, é possível encontrar diversos sites de acompanhantes que prometem esses tipos de aventuras, como o PhotoAcompanhantes, o Classificados X, o GarotaComLocal e o Link Rosa, entre muitos outros.

Conforme a análise dos dados, o Classificados X pareceu ser um site de acompanhantes confiável e sério, com informações autênticas sobre os hábitos de quem procura por serviços sexuais. Na hora de procurar por acompanhantes, os brasileiros discutem a importância de sentirem confiança nos sites, nas imagens divulgadas e nas profissionais anunciadas. Porque, hoje em dia, todo o cuidado é pouco e todo mundo receia ser vítima de fraudes.

A avaliação efetuada permitiu concluir também que há muitas buscas por travestis, de acordo com as pesquisas, se mantiveram acima dos 50% nos últimos anos, com picos de até 100% em determinadas alturas. Em termos de regiões, Goiás domina as buscas na Internet por travestis, seguido de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Existem homens que gostam de se relacionar com travestis, mas também há mulheres que sentem essa curiosidade de viver experiências sexuais diferentes. O Brasil é um dos países que tem a maior população de transexuais do mundo, acolhendo também muitos negócios com agências e serviços de acompanhantes travestis. Segundo a ANTRA
(Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil), 90% da população trans trabalha na profissão do sexo, algo que acontece devido essas pessoas continuarem sendo vítimas de discriminação ou violência física e psicológica, sendo muitas vezes expulsas de casa ainda na fase da adolescência, o que as leva a procurarem no sexo uma fonte de renda.

A vontade crescente de experimentar coisas novas e uma maior abertura sexual ajudam a perceber o aumento das buscas por acompanhantes no Brasil. Há grande variedade de sites de acompanhantes, desde aqueles que estão vocacionados para quem está planejando passar as férias no Brasil e pretende encontrar a companhia de belas mulheres, até quem procura acompanhantes de luxo requintadas, elegantes ou travestis.

No Classificados X, site que foi alvo de uma análise bastante aprofundada, foi possível verificar que há todos os tipos de acompanhantes, bastando escolher a “categoria” desejada para ficar imerso num mundo de novas possibilidades, ou seja, é praticamente um parque de diversões para adultos.

No Brasil, a prostituição não é crime, ao contrário do que acontece em países como Suécia, por exemplo. Entretanto, se aproveitar da prostituição alheia, ficando com seus lucros, é crime. Segundo o artigo 230 do Código Penal, inclui uma pena de prisão de 1 a 4 anos – é o chamado rufianismo ou cafetismo.

A categoria “profissionais do sexo” está incluída na Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego desde 2002. Apesar disso, a atividade não está regulamentada. À espera de aprovação está um Projeto de Lei (PL) também chamado de “Lei Gabriela Leite”, que tem a finalidade de regulamentar a prostituição para garantir melhores condições de trabalho e de saúde para quem a exerce de forma livre. O PL do ex-deputado Jean Wyllys (PSOL) foi apresentado em 2012, mas continua em apreciação num debate polêmico.

Esse PL tem o nome de Gabriela Leite, que foi uma prostituta que defendeu os direitos das profissionais do sexo e a liberdade de poder escolher essa profissão. Ela deixou a faculdade de Ciências Sociais na USP – Universidade de São Paulo nos anos de 1970 para se tornar prostituta, defendendo os direitos das profissionais do sexo durante a ditadura militar. Em 1992, criou a Organização Não Governamental (ONG) Da Vida, para apoiar pessoas que trabalham nesta atividade. Gabriela Leite morreu em 2013 com um câncer, sem que a Lei que leva o seu nome e procura criar melhores condições de vida para as profissionais do sexo tenha sido aprovada.

Apesar de existirem projetos de lei visados à proteção e melhora de vida para as profissionais do sexo, ainda existe muito preconceito acerca da profissão, todo esse preconceito atrapalha diretamente no desenvolvimento desses projetos, que até então, não foram vigorados. A procura por profissionais do sexo tem aumentado com o passar
dos anos, e a falta de um projeto de lei que visa a saúde e condições de trabalho para essas profissionais pode ser um problema muito maior à longo prazo. As pessoas que trabalham nessa atividade tendem a estar mais vulneráveis à violência e também, ao preconceito.

A Organização Não Governamental Da Vida foi criada por conta dos maus tratos que, durante muitos anos, essas profissionais sofreram. Em uma época em que a ditadura militar vigorava, Gabriela Leite já pensava nos direitos dessas profissionais. O PL Gabriela Leite foi criado justamente porque as pessoas deste ramo de trabalho ainda
passam por momentos difíceis. Gabriela Leite, que nos anos de 1970 deixava a sua profissão para seguir a carreira de prostituta, lutou pelos direitos das mesmas, por conta da grande pressão social imposta a elas.

O PL Gabriela Leite, que até então não está em vigor, viria para auxiliar essas profissionais que há tantos anos sofrem com diversos problemas sociais. Todo trabalho depende de condições favoráveis. Muitos procuram os serviços das profissionais do sexo, porém, os serviços dependem também de boas condições de saúde e de trabalho.