racismo

Meu cunhado prestou Vestibular para Engenharia na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), que a partir deste ano passou a classificar candidatos “afro-descendentes” e alunos da Rede Pública em um processo seletivo diferenciado.

São as chamadas “cotas” – uma política afirmativa elaborada por algum gênio da sociologia neo-corporativista para corrigir o câncer social da desigualdade e do preconceito com uma espécie de quimioterapia placeba.

Não falo nem por ter sido o meu cunhado, que não merece mesmo nenhum tipo de homenagem (mas é gente, apesar de ser branco), mas simplesmente porque o sistema de cotas é de um absurdo tão evidente que me pergunto o que mais teremos por vir nesta sociedade de merda em que vivemos.

A nota de corte no Vestibular de Engenharia Elétrica deste ano foi 119. Dentre os candidatos concorrentes pela reserva de vagas, contudo, a nota mínima cai para 68 pontos.

O meu cunhado fez 118. Ficou na primeira suplência. E agora tem todo o aval do Governo Federal para sentir qualquer tipo de ódio de cunho étnico-racial que tenha vontade, ainda que não o faça.

cotas.racismo

No dia que reservarem vagas para alcoólatras, fumantes ou sedentários em concursos públicos para cargos do alto escalão governamental, podem saber que eu estarei a favor do sistema de cotas.

Até lá não vejo como concordar.