Felipinho

 

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Todo mundo diz que odeia, mas uma das maiores fontes de prazer do ser humano é sentir vergonha alheia. A gente vai no teatro e intimamente adora sentir aquela adrenalina que rola quando o ator está a um passo de perder o rebolado. Da mesma forma se explica o fenômeno dos reality shows mundo afora.

Eu, que sou um fã confesso do gênero, acompanhei esta final com o estômago roendo de vergonha alheia e sádica satisfação. Dá vergonha alheia do Bial com seu esforço em manter um estilo entre o “Passa-ou-Repassa” e o “Fantástico”, dos participantes forçados a se encaixarem nas tramas óbvias e personagens rotulados, dos familiares e arrozes de festa que se fazem de torcida de auditório e, principalmente, do Zezé de Camargo & Luciano. O Zezé de Camargo & Luciano são um dos maiores fenômenos da história da vergonha alheia neste país.

Mas enfim. É um prazer inenarrável.

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(*) Dedicado a Antônio Tabet