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 Textículos        Ivo Neuman        13 pedradas

Você acabou de sair do trabalho, meio apressado pra não perder a hora. Cai uma chuva fina, mas suficiente para deixar tudo mais chato e melancólico. E, claro, suficiente pra deixar o trânsito intransitável. Uma olhada no relógio e você percebe que não vai dar tempo de chegar em casa para o programa da noite. Felizmente, o mesmo relógio possui conexão em internet de alta velocidade, e você vai poder assistir a transmissão durante o caminho.

Sim, estamos no futuro, mas um futuro mais próximo até que o de Marty McFly. Você não é o único preocupado com o grande evento da noite: a maioria das pessoas já está em casa, mas os poucos que sobraram pela rua parecem preocupados em conectar seus aparelhos móveis.

Parece jogo de Copa do Mundo, ou final de novela das oito, mas é que hoje a sessão é importante: finalmente vão votar a Lei do Spam e Telemarketing, e parece que vai ter mais quórum que o recorde histórico do mês passado, quando votou-se a Regulamentação da Cannabis Transgênica.

CPF e senha, ou reconhecimento biométrico, para logar no legislativo.gov (do mesmo jeito que se acessa a receita.gov para pagar impostos e abrir empresas online). O relatório oficial da Comissão de Legisladores Voluntários esteve disponível (inclusive em vídeo) durante todo o mês anterior, para que a sociedade estabelecesse o debate final nas redes sociais e chegasse decidida neste dia.

Antes, contudo, ouviremos o pronunciamento do Presidente (o primeiro líder de Estado transexual do planeta, diga-se de passagem) e de representantes de diversos setores da sociedade, até que sejam abertas as votações aos cidadãos brasileiros.

O aplicativo trava, no meio do discurso do representante dos povos indígenas do Acre. E estava até interessante, tirando a dança típica. Tecnologia do governo é assim mesmo. Você reinicia o app, loga novamente, e lá está o velho índio dando seu parecer sobre o incômodo da propaganda involuntária, com a propriedade de quem não desliga o smart-chocalho nem pra fazer a dança da chuva.

Depois de toda ladainha, finalmente ativam a página do pleito. Você clica no enorme botão verde de aprovação da lei proposta, confirma seus dados e – voilà! –  democracia direta exercida com sucesso! Nem dá pra acreditar como se viveu tanto tempo sob a fraude da "representatividade"…

A internet, enfim, mostrou a luz no fim do túnel para a falácia da democracia brasileira. Lembro que antigamente tinha gente que até reclamava de quem debatia política nas redes sociais, mas este hábito mostrou-se incrivelmente saudável para as transformações que viriam.

Ano após ano, eleição após eleição, o sistema político tradicional foi ficando cada vez mais desacreditado, enquanto os debates e polêmicas repercutidos pela internet ganhavam cada vez mais destaque no processo. Até que o lobby dos velhos coronéis e caciques da política não conseguiu dar conta das manifestaçõesonline e offline – cada vez mais incendiárias destas novas gerações de "vândalos intelectuais" (as reivindicações foram prontamente atendidas pelas autoridades assim que começaram a ser apresentadas em forma de poesia).

Os referendos online foram estabelecidos logo após a Reforma Política com o 3º Marco Civil da Internet (pra quem ficou curioso, o 2º teve a proibição de "kibes", "selfies" e "duckfaces" como pauta central). Incrível como logo no primeiro ano de aplicação do novo sistema foram votadas e aprovadas a Lei de Entorpecentes, a Lei do Aborto, a Lei do Estado Laico, a Lei do Casamento (e Divórcio) Gay, a Lei da Igualdade de Gêneros e Transgêneros, a Lei Geral da Polícia, a Lei da Ficha Limpíssima e a Lei de Imprensa (que vetou expressamente a gravação de novos episódios de "Malhação"), dentre outras novas leis revolucionárias.

E pensar que tudo começou há pouco tempo com uma disputa acirrada – quase sempre, não muito racional – de visões políticas antagônicas compartilhadas nas redes sociais. Às vezes até na forma de "memes". O que não é de todo inesperado: cada salto tecnológico provoca um certo retrocesso de linguagem, até que o ser humano aprenda a se comunicar devidamente usando suas novas ferramentas.

No fim das contas, fomentar o debate, vejam vocês, virou sistema político. Desde então, "apertar o verde" finalmente ganhou uma nova conotação.

Como dizia Bertolt Brecht, o pior cego é o que não quer ver.

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O exercício imaginativo é livre, mas pelos meus cálculos estamos fechando o primeiro parágrafo dessa história. Palpites sobre o futuro da democracia são bem vindos nos comentários do post!

Assim como os gays, todas elas, sem exceção, são únicas, individuais e não deveriam ser estereotipadas. Assim como eu, você e todo mundo:

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Põe Na Roda Limitless.

"Raio Privatizador", o musical:


 

BONUS TRACK – Enquanto isso uma velha conhecida do blog aposta nas esquetes de humor:


 

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Te Dou Um Voto?

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Aquele exato momento em que o tempo é ainda mais relativo:

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O Fábio Coala é um romântico inveterado.

Apesar de toda desesperança e frustração expressada pela maioria dos eleitores em relação ao pleito de novembro, esta campanha eleitoral indubitavelmente tem sido marcada – apenas 6 anos após o exemplo norte-americano com Obama – pelas novas mídias cibernéticas. Além dos sites que verificam a veracidade das alegações dos candidatos, as redes sociais cuidam de repercutir os programas, debates e entrevistas da TV. E agora entramos numa nova era, com uma bateria de entrevistas com os presidenciáveis exclusiva para a internet, produzida por ninguém menos que o Não Salvo, o maior blog de humor e entretenimento do BR BR. Confira a primeira, com o conservador e polêmico (pra não dizer mais) candidato Levy “Aerotrem” Fidelix:

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Assine o canal para receber as próximas entrevistas com os outros candidatos!

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Engolindo senso comum e eructando erudição:

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Quadrinhos Ácidos contra o hipsterismo.

Atenção bazingueiros e bazingueiras! Está entrando no ar mais um bate-papo nerd-bêbado sobre cultura pop que você só vê no espetaculoso programa semanal do blog Amigos do Fórum:


 

Fique ligado nos próximos episódios assinando o canal!

Bigode, bigodinho ou bigodeira, o fato é que os pelos faciais localizados entre o nariz e a boca há muito transcenderam a condição de mero adorno estético para ganhar status de símbolo de virilidade e respeitabilidade infinita (cê tá maluco? respeita o moço!)

Bem antes de virar letra de funk, na Idade Média, bigodes grossos eram ostentados por tribos germânicas (os famosos “bárbaros”) e causavam estranheza, principalmente nos habitantes da Península Ibérica, que associaram o visual com a interjeição germana “bei Gott” (“por Deus”) que era dita com frequência pelos estrangeiros. Daí a origem do nome “bigode”, que muitos associam também com a expressão “be good” (“seja bom” ou “esteja bem”, em tradução livre), embora aparentemente não haja nenhuma relação científica – apenas uma coincidência fonética, semântica e espiritual.

Antes mesmo dos germanos que batizaram o termo, a existência de bigodes foi registrada entre babilônios, nobres egípcios, intelectuais gregos e senadores romanos, sendo marca registrada dos gauleses (que o digam Asterix e Obelix) lá pelo ano 800 a.C..

Assim como a barba, o bigode já foi perseguido em algumas ocasiões na história da civilização, por exemplo, pela Igreja Católica que obrigava seus padres a rasparem os pelos do rosto para se diferenciarem dos sacerdotes ortodoxos. As forças armadas de diversos países também “desencorajam” (na maioria das vezes proíbe mesmo) seus militares de usarem bigodes, por alegadas questões de "higiene” e “uniformização”.

Contudo, mesmo por vezes ocasionando choques culturais e sofrendo opressão de entidades conservadoras, o bigode sobreviveu e se fortaleceu como ícone da masculinidade e é celebrado até hoje em concursos e campeonatos pelo mundo, além de datas comemorativas como o #BigoDay, que enche a internet de bigodões todo dia 26 de agosto.

Até mesmo grandes personagens do cinema já foram agraciados com a honraria:


 

E pra quem acha que tudo isso é uma grande besteira, e que a concentração de pelos sobre a boca não muda em absolutamente nada o estilo de um indivíduo, deixamos abaixo uma breve demonstração da enorme diferença que um bigode faz em um homem:

Por aqui, em terras brasileiras, também temos nossos bigodudos célebres, como Belchior, Rivelino, Lima Duarte, João Ubaldo Ribeiro, Felipão, Fred e, claro, Compadre Washington. Mas um dos bigodudos mais respeitados e admirados por estas bandas andava meio sumido

O ator José Valien Royo cativou o Brasil com seu jeito irreverente ao longo de muitos anos estrelando campanhas publicitárias nacionais. Agora, finalmente, ele está de volta, ainda mais cheio de marotice e sagacidade!

Depois de declarar seu amor por tequila, José foi apelidado de “El Bigodon” e chegou trazendo alguns ricos ensinamentos para a galera que gosta de molhar o bico em coisa boa:

A tequila El Jimador, responsável por trazer o bigodudo de volta à cena, é uma velha conhecida dos editores deste blog, combustível de algumas de nossas baladas mais épicas.

Além de todo o poder já conhecido da bebida típica mexicana, a marca se destaca por ser fabricada com 100% de agave sem nenhum tipo de corante (enquanto as concorrentes oferecem 51% de agave e completam suas garrafas com algo que certamente vai te deixar com gosto de cabo de guarda-chuva na boca no dia seguinte à bebedeira).

CLIQUE AQUI para ficar por dentro de todas as dicas matadoras do incomparável El Bigodon!

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Se beber, claro, NÃO DIRIJA.

Depois dos seus dois chiquérrimos episódios de estreia (aqui e aqui), o canal Tá Dentro! volta com mais um programa recheado de altas putarias muito loucas com a bela Pietra Príncipe e o fera Beto Siqueira. Vai que vai:


 

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Quem curtiu pode conferir também o making of com mais putaria de bastidores.