Apesar de não termos sidos convidados a opinar sobre o concurso de beleza e atitude mais badalado do momento, o Miss Marijuana 2009, saímos em defesa do nosso camarão favorito.
Dentre as 20 candidatas participantes, nosso voto segue para a nº 14, Brenda, de Goiás:
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“Sou total e completamente apaixonada…”
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Leia a entrevista com a nossa escolhida AQUI.
Ou escolha a sua favorita clicando abaixo:
O resultado sai nesta quarta-feira, dia 22/07.

22 pedradasAbraços
Em segundo lugar, gostaria de dizer que este é um debate que acompanho segundo outra perspectiva e através de outros veículos mais sérios que este blog. Desculpe sinceramente, mas não objetivo discutir com leitores o meu ponto de vista, até para não trazer ao TRETA nada que não seja abordado do ponto de vista meramente hilariante.
Eu não compartilho do seu ponto de vista e me recuso a aceitar que o meu país não merece um Ordenamento Normativo ainda melhor e mais evoluído que o da Holanda.
Ô falta de revisão… Deve ser a erva.
e Rodrigo, justamente por nao querer financiar traficantes e descumprir à lei é que eu sou favorável a legalização. Se o Zeca Pagodinho pode encher a cara de cachaça, eu posso fumar o meu beck.
Parabenizo você da mesma forma que você o fez em relação a mim. Realmente é difícil encontrar pessoas que saibam discutir dentro de um nível adequado (um exemplo é a verborragia de Phillip).
Voltaire já disse mais ou menos o seguinte: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”. Tal é a base da democracia: a discussão racional, respeitosa, sem descambar para a baixaria.
Você tem o direito de expor o seu ponto de vista, a proibição legal existente sendo limitada à incitação direta (ex.: um “post” convidando todos a fazer uso de drogas ilícitas certamente traria a você um sério problema). De outro lado, você respeitou o meu direito, assim como o de outros dois (salvo engano) indivíduos de apresentar opinião contrária.
E, quando falei da diferença de mentalidade que há dentre os povos, falei tendo por base o comportamento do brasileiro ante a liberalização. A simples “importação” de legislação de outro país, que teve por base o processo histórico evolutivo de um povo, não tem efeitos positivos em um outro país.
Um exercício possível é imaginar o que aconteceria caso houvesse “autobans” (rodovias alemãs) no nosso país. Na Alemanha, referidas rodovias não contam com limite máximo de velocidade.
Estaria o brasileiro pronto para a liberalização? Seu nível de consciência social, de urbanidade e respeito pode ser equiparado ao do povo europeu?
Não digo que somos um povo inferior, nem estaria a defender o retorno da ditadura, mas apenas que não sabemos ainda lidar com o nível de liberdade de que dispõem determinados povos.
E não são todos os países europeus que permitem o livre consumo de drogas.
Já quanto a Phillip,
Não me enquadre no mesmo nível de pessoas com as quais você eventualmente conviva. Ou ainda no nível de pessoas que não souberam dialogar contigo.
Quando falo que o usuário (especialmente se não for viciado, mas sim um usuário recreativo – o pior na visão de quem combate o tráfico e o consumo) é um financiador do tráfico, o digo nos mesmos termos em que se pode afirmar que o receptador é um financiador do ladrão.
É uma simples regra de economia: há um mercado em decorrência de uma demanda; em outras situações uma demanda podendo ser incentivada, mas sempre dependerá do demandante para seguir existindo.
Assim, quando um indivíduo quer consumir droga, procura um traficante e paga a ele um preço no qual está embutido um lucro. Com o lucro ele pode comprar mais droga, armas, corromper mais pessoas (se há um corrupto é por haver quem o corrompa). Daí decorre o financiamento.
Então, até que a portaria do Ministério da Saúde que enquadra a maconha como droga ilícita possua redação diversa, bem como até o dia em que haja norma dispondo sobre a venda lícita de maconha, quem compra maconha financia traficante.
Já quanto à corrupção de policiais, de Delegados, Advogados, Juízes, Promotores, infelizmente ela existe, mas em decorrência de serem, todos, seres humanos. Também há publicitários que apelam para mensagens subliminares ou outros artifícios para iludir o consumidor, médicos que se vendem por viagens/prêmios, para receitar determinado remédio…
O retrato disso são os nossos governantes, afinal cada povo tem os líderes que merece – o voto é livre e elegemos quem queremos.
Assim, minha opinião não decorre da livre aceitação do que me diz a televisão, mesmo porque vejo a mídia a cada dia mais receptiva aos usuários (viciados ou recreativos). Decorre, sim, de minha vivência, estudo, da leitura de livros, jornais e mesmo por acompanhar pessoas que já passaram pelo drama do vício, vendo as mazelas que ele traz para a família, principalmente.
E quanto ao “se Zeca Pagodinho enche a cara de cachaça eu encho meu pulmão de maconha”, a argumentação – ao menos para mim, já que para ti faz sentido – é sofrível. O abuso de qualquer droga, seja ela lícita ou não, há de ser condenado; não por acaso as propagandas contam com mensagens desestimulando o consumo excessivo de álcool, bem como os maços de cigarro têm estampadas imagens e mensagens demonstrando os malefícios do fumo e há a nova lei sobre o fumo em São Paulo, a exemplo do que há em outros países (em louvor à saúde principalmente do fumante – que certamente demandará futuro tratamento e dispêndio ao sistema de saúde – ativo ou passivo, exemplo deste sendo os garçons que atendem nas áreas de fumantes).
Então, mesmo ante a atual conscientização dos malefícios trazidos pelo uso de drogas – lícitas ou não -, o indivíduo passaria a valorar o abuso para justificar suas atitudes?
Tal entendimento revelaria, sim, fechar os olhos para a realidade, um desprezo que se une àquele para com as instituições do nosso país. Afinal, torna-se mais fácil levar a polícia, a justiça ao descrédito, agredir verbal ou fisicamente quem apresenta argumentos (em vez de contra-argumentar). E reclama-se do país, sem que seja tomada qualquer atitude concreta, já que “twittadas” não intimidam ninguém.
Se os jovens perdem a capacidade de se portarem dignamente, correm o risco é de passarem a ser ridicularizados, de caírem no descrédito e essa é uma situação que não quero ver.
P.S.: Cometi um equívoco anteriormente, ao afirmar que o uso não representaria mais um crime. Corrijo agora.
Muito embora não esteja prevista pena privativa de liberdade, há sanções que vão da admoestação verbal por Juiz à prestação de serviços comunitários/frequência a programas de recuperação.
E é por essas e outras que eu sinto falta da pornochanchada brasileira. Muito melhor que esse engajamento-fast-food-Capitão Nascimento que temos que aturar desde 2007.
