No GloboNews Debate, Juliano Cazarré afirmou algo factualmente errado sobre feminicídio. Leandra Leal, que estava no mesmo programa, corrigiu na hora. E depois ainda cobrou a Globo por não ter interferido antes.
A atriz defendeu que o jornalismo tem obrigação de barrar desinformação em tempo real, especialmente quando a informação incorreta é dita ao vivo, num canal de notícias, para uma audiência que está assistindo exatamente porque confia no que ouve ali.
Pera aí: a Globo deixou um dado errado sobre feminicídio passar solto no GloboNews. No GloboNews. O canal que existe pra justamente não deixar isso acontecer.
Cazarré é conhecido por posições conservadoras e já entrou em polêmica algumas vezes por declarações sobre família, gênero e comportamento. Nada novo no cardápio. O que mudou aqui foi ter alguém do lado disposta a não deixar passar, no ar, sem edição, sem corte, sem um apresentador salvando a situação com um “bom, opiniões divergem”.
Leandra não esperou o programa acabar pra twittar. Corrigiu ali, com nome e dado, e ainda virou pra cobrar a estrutura que deveria ter feito esse trabalho antes dela.
A repercussão foi na linha de “finalmente alguém falou o que precisava ser dito” misturado com debate sobre o papel do jornalismo quando um convidado fala uma inverdade com convicção de especialista. Tem gente que acha que debate aberto é deixar qualquer coisa circular. Tem gente que discorda. E tem Leandra Leal que simplesmente corrigiu o registro.
O que fica de desconfortável não é nem a briga entre os dois. É a pergunta que a própria atriz jogou no ar: se ela não tivesse lá, o dado errado sobre feminicídio teria ido embora sem correção?
Uma apresentadora de jornal que deixa fake news passar ao vivo ainda é apresentadora. Uma atriz que corrige vira o assunto do dia. Algo nessa conta não fecha.






