Natanzinho Lima foi ao Podpah na última quinta-feira (21/05/2026) e abriu o jogo sobre algo que ficava bem longe dos holofotes: antes de entrar no palco, ele usava psicoestimulantes de tarja preta. O cantor tem 23 anos e uma agenda de shows que cansa só de olhar.
A confissão veio acompanhada de um episódio que ele descreveu como o maior susto da vida. Em determinado momento, o coração desregulou. Arritmia. “Achei que ia morrer”, disse ele, sem rodeios.
O cenário que ele pintou é aquele clássico de bastidor de artista de forró eletrônico em ascensão: ritmo impossível, pressão pra entregar performance no talo toda noite, e o corpo sendo empurrado além do que aguenta. A substância entrava como solução rápida pra aguentar o ritmo. O coração, em algum momento, discordou.
Vou falar uma coisa: tem uma contradição bonita e assustadora nisso. O público vê o cara no palco na maior energia, dançando, cantando, lotando casa. O que tava acontecendo por baixo disso era outra história.
O Podpah é daqueles ambientes onde as confissões saem porque a conversa vai ficando longa e confortável, e Natanzinho claramente deixou escapar mais do que o assessor de imprensa provavelmente gostaria. A arritmia não foi um detalhe jogado de passagem. Ele detalhou o episódio, a sensação, o medo real de que algo muito errado estava acontecendo com o próprio corpo.
A questão não é julgamento. Artistas jovens com agenda pesada, especialmente no circuito nordestino de verão, vivem uma rotina que poucos mercados musicais exigem tanto. Mas a imagem do cara de 23 anos achando que ia morrer nos bastidores enquanto o público esperava ele entrar no palco é forte demais pra passar em branco.
Natanzinho disse que a situação o fez repensar o que estava fazendo com o próprio corpo. Se mudou a rotina de verdade depois disso, ele não detalhou com a mesma clareza. Mas o episódio virou confissão pública, e isso já diz alguma coisa sobre onde ele está hoje em relação a tudo isso.
Show impecável por fora, arritmia por dentro. A produção estava ótima.






