Empresária presa por monetizar vídeos de animais torturados em SP

Empresária presa por monetizar vídeos de animais torturados em SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu a empresária Daiana Schuinsekel, suspeita de produzir e comercializar vídeos de tortura e morte de animais de pequeno porte. A prisão foi divulgada pela polícia, que detalhou a mecânica do esquema: gravar, monetizar e distribuir o conteúdo para compradores na internet.

O modelo de negócio, se é que dá pra chamar assim, dependia exatamente da mesma infraestrutura que qualquer criador de conteúdo usa. Plataforma, audiência, pagamento. A diferença é o que estava sendo vendido.

Esse tipo de mercado existe em nichos fechados da internet há mais tempo do que a maioria quer admitir. Tem nome, tem demanda, tem precificação. A investigação chegou até Daiana porque alguém, em algum momento, denunciou. A polícia não chegou por acaso.

O que chama atenção no caso, além do óbvio, é a frieza do formato. Vídeo produzido, empacotado e vendido como produto. O animal como insumo. É o tipo de coisa que a maioria das pessoas prefere acreditar que não existe, até aparecer numa delegacia de SP com nome, foto e CPF.

A Polícia Civil descreveu o caso como parte de uma investigação sobre maus-tratos e crueldade contra animais com fins comerciais. As circunstâncias completas, incluindo o alcance da distribuição e o número de compradores envolvidos, ainda estão sendo apuradas.

Ninguém que pagou por esses vídeos apareceu nas fotos da prisão.