Victor Sarro estava no velório da avó quando descobriu que o túmulo da família tinha sido roubado. Ele usou as redes sociais para contar o caso e desabafar sobre segurança pública, mercado ilegal e a sensação de impunidade que, segundo ele, define o país.
O humorista não deu detalhes sobre o que exatamente foi levado, mas deixou claro que o crime aconteceu no próprio cemitério, em São Paulo, e que a descoberta veio durante um momento já carregado emocionalmente. A frase que resumiu tudo: “O Brasil não tem como resolver.”
Vou falar uma coisa: tem poucos cenários mais absurdos do que ser assaltado enquanto enterra alguém. E o Victor não estava exagerando no tom, porque o tom era o único recurso que sobrou.
O desabafo seguiu pela crítica ao mercado ilegal que alimenta esse tipo de crime, e à sensação de que denunciar não leva a lugar nenhum. Não foi discurso político. Foi a reação de alguém que acabou de perder a avó e ainda teve que processar um roubo no meio do luto.
A repercussão nos comentários foi, previsivelmente, uma mistura de solidariedade e pessoas contando casos parecidos, o que talvez seja a parte mais deprimente de tudo: não faltou quem tivesse uma história assim para compartilhar.
Victor Sarro é conhecido por usar o humor como ferramenta de crítica social, mas dessa vez o registro foi outro. Sem piada, sem ironia de proteção. Só a frustração de alguém que esperava que, ao menos naquele dia, o país desse uma folga.
O cemitério ainda não se pronunciou.






