Preta Gil dirige seu próprio documentário e mostra luta sem filtro na Globo

Preta Gil dirige seu próprio documentário e mostra luta sem filtro na Globo

Preta Gil pegou a câmera, apontou pra si mesma e resolveu contar a história do jeito dela. “Eu Não Ando Só”, documentário gravado e dirigido pela própria cantora, estreia na semana que vem na TV Globo e integra um projeto maior com série inédita no Globoplay.

O detalhe que muda tudo: ela não é só personagem. Preta está atrás e na frente, controlando o que entra, o que fica e o que o público vai ver sobre sua luta contra o câncer colorretal diagnosticado em 2023. Ninguém intermediando, ninguém editando a dor pra ficar palatável.

Tem algo diferente quando quem viveu a história também decide como ela é contada. Não é making of de bastidor, não é entrevista em estúdio. É ela com a câmera na mão nos momentos que a maioria das pessoas guarda pra si.

Vou falar uma coisa: a maioria dos documentários de famosos entrega o que a assessoria aprovou. Esse aqui parte de outro lugar, porque a diretora e a protagonista dormem no mesmo quarto.

A série no Globoplay expande o que o documentário abre. A ideia, segundo a Globo, é criar um retrato mais completo da trajetória de Preta, com material que não caberia num especial de TV aberta. Datas exatas de estreia da série ainda não foram confirmadas oficialmente, mas o documentário já tem semana marcada.

A repercussão nos comentários já antecipa o peso do projeto. Muita gente lembrando das internações, dos boletins médicos, dos shows que ela cancelou e dos que ela fez mesmo assim. A imagem de Preta segurando a câmera virou o frame que resume tudo.

Documentário gravado por você mesma sobre a sua própria luta é, literalmente, a forma mais crua de não deixar ninguém colocar palavras na sua boca.