Eduardo Leite falou pela primeira vez sobre o fim do casamento com o médico Thalis Bolzan, e a explicação veio no melhor estilo político: cordial, medida e sem nenhuma janela aberta.
Em entrevista rápida ao podcast “Poder RS”, o governador do Rio Grande do Sul confirmou a separação e enquadrou o término como algo natural. “Um relacionamento, como qualquer outro, tem os seus próprios desgastes, mas a admiração, o carinho se mantêm entre a gente e isso não vai mudar nada”, disse ele.
Antes disso, ainda reservou espaço pra elogio: “Carinho enorme pelo Thalis, admiração, respeito.” Tudo muito bonito, tudo muito bem articulado, nada que desse pauta.
O anúncio oficial do término tinha sido feito alguns dias antes, em nota enviada ao g1 no domingo 2 de agosto de 2026. O comunicado informou que a decisão foi tomada em comum acordo. O podcast veio logo em seguida, provavelmente porque “nota oficial” e “assunto encerrado” raramente funcionam juntos na vida pública.
Sobre como está encarando tudo isso, Eduardo foi direto: “Estou absolutamente tranquilo, graças a Deus.” Vou falar uma coisa: poucos políticos conseguem fazer uma separação soar como uma cúpula diplomática bem-sucedida.
Eduardo Leite foi o primeiro governador abertamente gay eleito no Brasil. O casamento com Thalis tinha se tornado um símbolo de visibilidade, e o término naturalmente gerou atenção muito além do Rio Grande do Sul. A vida pessoal de figuras públicas raramente pede licença antes de virar assunto.
A separação foi confirmada em comum acordo. A entrevista foi rápida. O governador está tranquilo. Tudo certo por aqui, nada pra ver, pode seguir em frente. O desgaste foi natural.
Só que “desgaste natural” dito por um político em exercício, ao microfone, com todo o cuidado do mundo, tem exatamente o mesmo efeito de uma frase riscada numa prova: todo mundo lê duas vezes.






