Britney confessa que se sentia “como um robô” no auge da carreira

Britney confessa que se sentia "como um robô" no auge da carreira

Britney Spears usou o Instagram para abrir o jogo sobre o que era estar no centro do mundo nos anos 2000. A resposta foi: vazio.

Na quinta-feira, 27 de agosto, a cantora publicou dois vídeos de dança acompanhados de uma mensagem longa sobre o impacto emocional da tutela legal que enfrentou entre 2008 e 2021. “Sinto falta da maneira como eu costumava respeitar as pessoas; havia um mistério genuíno e uma conexão profunda que parecia sagrada”, escreveu ela. E completou: “até hoje, as pessoas não compreendem totalmente o dano real que meu coração e minha alma sofreram durante aqueles anos.”

Britney no auge vendia discos, enchia estádio e estampava cada capa de revista do planeta. Por dentro, segundo ela mesma, estava no piloto automático.

O relato é direto e pesado. A cantora descreve uma versão de si mesma que funcionava, entregava, aparecia, mas não estava presente de verdade. A imagem de diva inabalável dos anos 2000 e o vazio que ela descreve hoje são duas histórias completamente diferentes sobre a mesma pessoa.

O turning point, ela conta, foram os filhos. O nascimento de Sean Preston e Jayden James, frutos do casamento com Kevin Federline, transformou a perspectiva dela sobre a fama de um jeito que nenhum disco de platina conseguiu. Literalmente nenhum.

Vale notar: a tutela que ela menciona durou 13 anos e só terminou em 2021 depois de um processo judicial que mobilizou fãs no mundo inteiro e virou documentário, série e movimento. A Britney que aparece hoje nos vídeos de dança no Instagram é tecnicamente livre. O que ela faz com isso é uma questão aberta.

A cantora que dançava pra milhões enquanto sentia que não era ela mesma merece pelo menos que a gente leia o que ela tem a dizer.