Diogo Defante vai fechar o palco Supernova do Rock in Rio no dia 4 de setembro, por volta das 20h10, tocando bateria. Não fazendo stand-up, não entrevistando ninguém em modo “Repórter Doidão”. Bateria.
A explicação ele deu ao g1: “No humor, preciso fazer rir. Na música, eu é que me divirto.” Uma frase curta que basicamente resume a diferença entre trabalho e hobby melhor do que qualquer coach de carreira conseguiria.
O que poucos sabem é que a música chegou primeiro. Aos 13 anos, Defante aprendeu a tocar bateria por conta própria em Realengo, no Rio, e logo depois formou uma banda chamada “Let’s Go” com amigos. Tocaram covers de rock em aniversários por aí durante nove anos. Não deu certo na cena hardcore. Deu certo em outro lugar.
Hoje com mais de 5 milhões de seguidores só no Instagram, ele virou referência de entrevistas virais e comédia no YouTube, e carrega o que ele mesmo chama de “queda livre”: a pressão constante de ter que arrancar risada das pessoas. A música ficou guardada como válvula de escape, terapia, sem obrigação de resultado.
Agora ela voltou, mas num palco que não é exatamente pequeno.
Vou falar uma coisa: tem algo meio improvável em assistir o cara que ficou famoso fazendo entrevistas caóticas subir num dos maiores festivais do mundo pra tocar bateria por prazer. Não como comediante, não como influenciador. Como músico que não precisa agradar ninguém.
A estreia acontece numa quinta-feira, dentro da programação do Rock in Rio desta edição. O Supernova é o palco dedicado a artistas em ascensão e projetos alternativos, o que faz o encaixe fazer sentido: Defante não está ali pra vender show de humor, está ali pra fechar uma conta aberta desde os 13 anos.
Nove anos de banda sem resultado, mais de uma década de comédia com pressão de audiência, e agora uma noite de festival onde ele, por uma vez, é só o cara que quer se divertir em cima do palco.
O público que for esperando piada pode sair surpreso. Ou não, porque bateria bem tocada também tem lá sua graça.






