Dessa vez não foi discurso em premiação. Susan Sarandon e Hannah Einbinder foram presas nesta quinta-feira, 24, durante um protesto contra o discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
A polícia não informou se as duas, junto com outros manifestantes levados durante o ato, foram detidas de forma temporária ou se a situação foi além. Nenhuma das partes deu declaração oficial até a publicação.
O contexto importa: a ONU tem um relatório próprio, publicado em junho, apontando que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza e que as práticas configuram genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. É nesse cenário que Netanyahu estava falando lá dentro enquanto as duas estavam algemadas lá fora.
Sarandon não é novidade nesse território. Vencedora do Oscar por “Os últimos passos de um homem”, ela contou no Festival de Veneza que já sofreu represálias em Hollywood pela postura pró-Palestina. Décadas de ativismo que, de vez em quando, custam algo concreto.
Einbinder é a novidade mais interessante do episódio. Em alta depois do Emmy por “Hacks”, ela foi a Cannes em maio e disse que “o custo de não falar é mais alto” do que qualquer impacto na carreira. Vou falar uma coisa: poucas pessoas testam essa frase na prática.
Ativismo de Hollywood costuma ter visual de tapete vermelho e discurso de três minutos sem consequência. Aqui a consequência veio antes de qualquer microfone.
O ativismo que cabe num post patrocinado não chegou perto desse endereço.






