Em outubro de 2025, D’Leesa postou um vídeo cantando “Higher” no TikTok. Na mesma noite, milhares de visualizações e seguidores apareceram por minuto. Dias depois ela estava na playlist Fresh Finds do Spotify. O estúdio nessa época? O banco de trás do carro da mãe.
Cassidy D’Leesa Dzoole tem 21 anos, é de Atlanta, e fez literalmente tudo sozinha: compôs, cantou, mixou, produziu e dirigiu os próprios clipes. Os vocais das primeiras músicas foram gravados com o microfone dos fones de ouvido, e a mixagem era feita no GarageBand. Só em 2025 ela comprou um microfone profissional.
Antes disso, a pressão da família era pra seguir carreira em STEM. Ela parou de fazer música durante a adolescência inteira. Quando terminou o ensino médio em 2023, voltou a compor, e a conta é simples: dois anos do quarto pro mundo.
A rotina era postar quase todo dia: TikTok, YouTube, Instagram. Sem grande produção, mas com recursos criativos, fundos variados, efeitos e sempre com ela em evidência. O estilo que ela define como “soul sáfico suave” chamou atenção pelo que era, não pelo quanto custou.
O Brasil é o segundo país que mais ouve D’Leesa no Spotify, e ela só descobriu isso checando as estatísticas no Spotify for Artists. Fã brasileiro existia antes mesmo de ela saber que existia.
A vinda ao Brasil faz parte da primeira turnê da vida dela. Vai se apresentar no Batekoo em São Paulo no dia 14 de novembro e no No Ar Coquetel Molotov em Recife no dia 28 de novembro. Sobre o que espera das datas por aqui, ela resumiu direto: “Uma festa: uma celebração da música, da expressão queer e do amor.”
Perguntada sobre o que mudou desde que a música virou renda real, ela disse que streaming, vendas diretas e shows já sustentam partes da vida dela. Ainda está transformando isso em algo totalmente sustentável a longo prazo, mas deixou de ser sonho.
Vou falar uma coisa: tem gente com contrato milionário, equipe inteira e verba de marketing que não chega perto desse alcance. D’Leesa chegou com um fone de ouvido e uma conta no TikTok.






