Mell Muzzillo foi à Decradi, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, no centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (23) para registrar ocorrência contra novos ataques racistas e de cunho sexual. Dessa vez, as ofensas chegaram por áudio, segundo a colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles. A equipe da atriz confirmou o recebimento das mensagens e o objetivo é identificar quem está por trás delas.
Essa é a segunda vez que Muzzillo relata esse tipo de ataque. Em episódios anteriores, ela recebeu mensagens com ofensas ligadas à sua origem, etnia, religião e com conteúdo de assédio virtual. A escalada chegou ao ponto de sair do texto e virar voz gravada.
Descendente de família afro-indígena, a atriz compartilha nas redes referências ao candomblé e às suas raízes culturais, o que parece ser o gatilho para parte das ofensas. Ela não recuou. “Não tenho medo de vocês! Podem me xingar, me humilhar e me ameaçar”, disse anteriormente ao falar dos ataques. E completou: “Enquanto estiver viva, levarei meu povo para todos os lugares que tentam nos tirar.”
Vale dizer que ir à Decradi não é gesto simbólico: a delegacia tem estrutura específica pra investigar crimes de intolerância e pode rastrear a autoria das mensagens. A bola está com a polícia agora.
A assessoria de Muzzillo ainda não havia respondido ao contato da imprensa até o fechamento desta reportagem.
Literalmente foram de mensagem de texto pra áudio, como se quisessem garantir que ela ouvisse. Escolha estranha pra quem pensava que ficaria anônimo.






