Dandara Couto mostra marcas no corpo após desaparecimento: “A nossa mente vai para lugares que não sabemos”

Dandara Couto mostra marcas no corpo após desaparecimento: "A nossa mente vai para lugares que não sabemos"

Dandara Couto voltou ao Instagram neste sábado para falar pela primeira vez com detalhes sobre o que viveu durante os três dias em que esteve desaparecida em São Paulo. No post, a modelo mostrou fotos com marcas nos pés e nos braços e descreveu as noites sem dormir, a caminhada pelas ruas e a ajuda de pessoas que ela nem conhecia.

“Eu sou a única que carrega a memória do que aconteceu nesses três dias”, escreveu ela. “Eu sei que andei e, a todo momento, conversei com o meu Ori.”

Dandara abriu o texto com um trecho de “Ainda Há Tempo”, do Criolo: “As pessoas se olham e não se falam, se esbarram na rua e se maltratam.” Segundo ela, a música a acompanhou durante o período todo. A escolha não foi aleatória, e quem leu entendeu o recado.

Ela disse que não conseguiu dormir durante os três dias e que dependeu de desconhecidos para atravessar a situação. Sobre o que exatamente desencadeou o desaparecimento, a modelo foi direta: “Às vezes, a nossa mente vai para lugares que não sabemos ao certo, e a única coisa que podemos fazer é confiar em Deus.”

Ninguém comentou tanto quanto as fotos. As marcas físicas transformaram um relato que poderia ser vago em algo concreto, visível, que a internet não conseguiu passar rápido. Os pés dizem o que as palavras não precisaram completar.

A família de Dandara já havia se pronunciado antes dela, rebatendo ataques racistas que vieram junto com a repercussão do desaparecimento. Agora, com o post dela, o relato ganhou a voz que faltava.

“Aprendi muito”, disse ela no encerramento. “Pedi permissão para me abençoar, pedi perdão pelo que passei.” Sem mais explicações, sem mais detalhes além do que ela quis entregar. O resto é dela.