Wayne Scot Lukas, estilista de longa data de Janet Jackson, disse ao TMZ nesta terça-feira que o famoso rasgo de figurino no show do intervalo do Super Bowl de 2004 foi “totalmente” planejado. A ideia, segundo ele, era “elevar o nível” da apresentação. O que ninguém planejou foi quem pagaria a conta depois.
O redesenho do look aconteceu apenas dois dias antes do show. A produção queria superar o beijo de Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera no palco do VMA da MTV em 2003 e precisava de um momento que ficasse na história. Ficou, só que do jeito errado.
O plano original era uma tanga personalizada. O conceito virou um rasgo no bustiê. Só que a peça foi além do combinado e expôs um dos seios de Janet ao vivo, na TV americana, para 140 milhões de pessoas. Momento épico virou escândalo em tempo real.
Lukas ainda foi atrás de um ponto que muita gente deixou passar: ele criticou o termo “falha de figurino”, dizendo que a expressão foi criada por Justin Timberlake para se livrar da situação. Vai dizer que a escolha das palavras não foi conveniente pra um dos dois.
E o resultado prático todo mundo sabe. Janet passou anos sofrendo consequências profissionais diretas, enquanto Timberlake seguiu carreira com poucos arranhões. A palavra “falha” fez um trabalho e tanto.
O estilista chegou a exibir a peça original que Janet usaria se o plano não tivesse mudado de última hora. Ou seja: tem figurino, tem redesenho, tem estratégia, tem alguém que empurrou a ideia dois dias antes do maior show do ano, e tem uma só pessoa que acordou no dia seguinte com a carreira no chão.
Planejado pra ser inesquecível. Conseguiram.






