Guerra dos tronos no fundo do quintal:
(Entra a vinheta de transição da transmissão, a câmera foca em Milton Cunha, com um terno de brocado dourado e um lenço de seda vermelho fogo no pescoço. Ele gesticula amplamente, com os olhos brilhando de entusiasmo.)
Milton Cunha:
“Amados e amadas do meu Brasil varonil, para tudo! Para tudo e chama a NASA, porque o que a ‘Império de Westeros’ acabou de fazer na Marquês de Sapucaí não foi um desfile, foi uma Invasão Bárbara de Glamour e Pirotecnia!
Gente, que loucura foi essa? A escola pegou a cultura pop, jogou no caldeirão do samba e serviu um banquete visual que deixou a gente de queixo caído aqui na cabine. O enredo ‘Dracarys – O Fogo da Conquista’ foi levado ao pé da letra!
Vamos começar pela Comissão de Frente, que foi um babado fortíssimo! ‘O Avanço do Rei da Noite’. Meus amores, eles trouxeram um balé expressionista, uma coisa meio ‘walking dead’ do gelo, com uma maquiagem protética que era um primor. E o tripé que virava um dragão de gelo e soltava fumaça fria na cara do júri? Um truque de ilusionismo, uma genialidade cênica! Nota dez com louvor!
As alas… ah, as alas! Uma profusão de narrativas. Tivemos a ala das ‘Baianas Stark’, todas de cinza e branco, com mantos de pele sintética (porque somos ecológicos, né, meu bem?) girando como se fossem nevascas na Avenida. Lindo! Logo atrás, a ala dos ‘Imaculados’, uma precisão coreográfica militar, marchando no ritmo da caixa de guerra. E a ala das ‘Prostitutas de Porto Real’? Um deboche, uma alegria, com plumas e paetês dourados, representando a luxúria antes da queda.
E a Bateria, minha gente? A ‘Fúria de Valíria’! Mestre Jon Snow (olha o nome da fera!) trouxe uma cadência marcial, com paradinhas que simulavam o bater das asas dos dragões, entrecortadas por atabaques que traziam a ancestralidade. Quando o puxador gritava ‘DRACARYS!’, a bateria fazia um breque seco e o povo na arquibancada respondia no grito. Ferveu a Sapucaí!
Mas agora… Rufem os tambores para este momento apoteótico que estamos vendo na imagem!
(Milton aponta para a tela com as duas mãos, emocionado)
Olha o que é isso! A última alegoria, o grand finale: ‘A Tomada de Porto Real’. Que monumentalidade! É um carro que conta história. Você vê a fortaleza vermelha pegando fogo, um trabalho de escultura em isopor e pintura de arte que dá pra sentir o calor daqui. A iluminação âmbar e vermelha criou um inferno dantesco na Avenida.
E no ápice, no topo do mundo, ela! A Mãe dos Dragões, a Quebradora de Correntes, a Não-Queimada… Daenerys Targaryen!
Gente, olha o requinte desse destaque central. Não é uma fantasia, é uma joia vestível. Um body todo bordado em escamas de canutilhos prata e rubi, simulando a pele do dragão, com um costeiro de faisão real negro e vermelho que deve pesar uma tonelada, mas que ela carrega com a leveza de uma rainha. A maquiagem, a peruca platinada impecável, a coroa de chifres… é um luxo, é uma opulência, é a aristocracia do samba encontrando a realeza de Westeros!
E ela vem montada em quê? Num Drogon animatrônico gigantesco! Olha a textura dessa escultura, olha o movimento do pescoço e, o mais importante, o fogo! Pirotecnia sincronizada, cuspindo labaredas reais para o alto. É um escândalo de beleza!
A Império de Westeros não veio para brincar, ela veio para conquistar o Trono de Ferro do Carnaval Carioca. Foi épico, foi cinematográfico, foi… Deslumbrante! Evoé!”
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