Débora Falabella e Adriana Esteves: o que rolava nos bastidores de Avenida Brasil

Débora Falabella confessa o maior problema de trabalhar com Adriana Esteves

Tem coisa que a gente sente nas cenas sem que ninguém precise explicar. E parece que com Débora Falabella e Adriana Esteves não era diferente: só que o que rolava entre elas ficou guardado nos bastidores por um bom tempo.

Em entrevista recente, Débora abriu o jogo sobre sua maior dificuldade de trabalhar ao lado de Adriana durante as gravações de Avenida Brasil. A novela que parou o Brasil em 2012 (e que ainda hoje rende GIF, meme e maratona involuntária no streaming) carregava nos bastidores uma tensão que poucos imaginavam.

O ponto central não era briga, não era rivalidade declarada. Era algo mais sutil e, justamente por isso, mais difícil de lidar: Adriana Esteves é o tipo de atriz que puxa o nível de todo mundo ao redor. Trabalhar ao lado dela exigia um estado de presença constante, sem piloto automático, sem dia morno, sem cena “só pra cumprir”.

Débora descreveu isso como a sua maior dificuldade. Não a Adriana em si, mas o que a Adriana provocava: a impossibilidade de relaxar. Carminha era densa, imprevisível, magnética. E Nina, a personagem de Débora, precisava estar à altura de cada tomada.

Quem assistiu sabe exatamente o que isso significa. As cenas entre as duas tinham uma carga que atravessava a tela: o tipo de coisa que metade do elenco tentaria evitar e a outra metade rezaria pra protagonizar. Dois métodos, duas energias, uma fricção criativa que ficou registrada em cada capítulo.

O que Débora está dizendo, nas entrelinhas, é que Adriana Esteves não deixa ninguém em paz numa boa. E isso, no set, pode ser exaustivo de um jeito que só quem trabalhou com alguém assim consegue entender.

Anos depois, o que sobra dessa confissão é menos sobre conflito e mais sobre o preço de gravar uma das novelas mais assistidas da história brasileira ao lado de uma das atrizes mais intensas da televisão. Difícil, sim. Mas é exatamente esse tipo de dificuldade que aparece na tela.

E o Brasil viu tudo, sem piscar. Oi, oi, oi!