Léo Stronda aplicou anabolizante em Gabriel Ganley durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. A cena foi gravada, publicada, curtida, compartilhada. Virou conteúdo. Agora, com a morte de Ganley aos 22 anos, o mesmo vídeo voltou a circular com um peso completamente diferente.
O caso foi exibido pelo Fantástico no domingo 31 de maio de 2026, dentro de uma reportagem sobre como influenciadores transformaram o uso de anabolizantes em formato de entretenimento. O que antes era tutorial virou documento.
Léo Stronda disse estar arrependido. A declaração veio depois da repercussão, depois da morte, depois do vídeo reaparecer nos comentários com gente pedindo explicação. O arrependimento tardio tem esse timing característico: aparece quando o silêncio já ficou impossível de manter.
O que torna o caso mais difícil de ignorar é que a cena não foi vazada nem filmada às escondidas. Foi produzida. Editada, provavelmente. Publicada por escolha. A injeção aplicada em outro ser humano ao vivo entrou na lógica do conteúdo fitness como se fosse mais uma dica de treino ou receita de pré-workout.
Ninguém comentou na época que aquilo era estranho de ver. Ou comentaram e o algoritmo enterrou. De qualquer forma, a audiência estava lá.
Gabriel Ganley tinha 22 anos. Fisiculturista, influenciador, parte de um ecossistema em que corpo grande é currículo e o risco é vendido como dedicação. A morte dele reacendeu um debate que as plataformas preferem não ter: o que acontece quando o conteúdo que viraliza é literalmente perigoso e ninguém freia porque os números sobem.
Léo Stronda não inventou a romantização do anabolizante nas redes. Mas protagonizou uma das cenas mais explícitas dessa cultura, com câmera ligada e audiência assistindo. O arrependimento resolve pouco nisso.
O vídeo ainda existe. Provavelmente ainda está indexado em algum lugar. Esse é o detalhe que a declaração de arrependimento não apaga.






