MC Kevin morreu em 16 de maio de 2021, cinco dias depois do próprio casamento. Tinha 23 anos e caiu da varanda do quinto andar do Hotel Barra Flat, no Rio de Janeiro, durante uma festa particular. Deolane Bezerra, que havia se casado com ele naquela semana, ficou viúva aos 26 anos.
O funkeiro estava no hotel com amigos quando a queda aconteceu. A versão que circulou nos dias seguintes foi de que ele teria tentado descer pelo lado externo da varanda para evitar ser visto por alguém no quarto. A polícia ouviu testemunhas, e o caso ganhou uma dimensão que foi além do acidente: veio a confirmação de que havia outra mulher no apartamento no momento em que ele caiu.
Kevin estava em ascensão. Hits como Dono do Pedaço e parcerias com nomes grandes do funk tinham colocado ele num patamar que poucos funkeiros jovens atingiam tão rápido. O casamento com Deolane tinha sido divulgado como uma celebração, com fotos e cobertura nas redes. Cinco dias depois, era outro tipo de notícia.
Deolane, que já era advogada e tinha presença nas redes antes disso, virou outro personagem a partir daquele momento. A viúva de MC Kevin passou a ocupar um espaço de visibilidade que misturava luto, processo judicial e, inevitavelmente, a narrativa de quem estava com ele naquela noite. Ela acompanhou e cobrou respostas publicamente durante o inquérito.
O laudo do Instituto Médico Legal confirmou morte por politraumatismo em decorrência da queda. Nenhuma pessoa foi indiciada pelo óbito. O caso foi tratado como acidente.
Hoje, cinco anos depois, o nome de Deolane voltou às manchetes por razões completamente diferentes. Mas qualquer cobertura sobre ela passa, em algum ponto, por essa semana de maio de 2021. Vou falar uma coisa: poucas histórias do entretenimento brasileiro desse período têm uma virada tão abrupta quanto essa.
Casaram na segunda. Ele morreu no domingo seguinte. O casamento durou menos do que a repercussão da morte.






