Anne Hathaway disse que um terceiro filme de O Diabo Veste Prada é possível. Não foi um “quem sabe um dia” de tapete vermelho. Foi durante a divulgação do segundo filme, com o elenco junto, e o assunto tomou o espaço que a Miranda Priestly tomaria numa redação inteira.
A atriz celebrou a recepção do público ao retorno da franquia e, quando o tema surgiu, não fechou a porta. Segundo relatos da cobertura de imprensa, a resposta foi na linha de “se o público quiser, a gente conversa” — o tipo de frase que Hollywood sabe muito bem como usar sem assinar contrato.
O resto do elenco também opinou. E ninguém foi na direção de “acho que a história já foi contada”. Meryl Streep, que interpreta Miranda, tem o dom de responder essas perguntas de um jeito que parece encerrar o assunto e abre três novos ao mesmo tempo. Stanley Tucci foi mais direto, no sentido de que claramente não se importaria de voltar para o set.
Vou falar uma coisa: ninguém estava fingindo não querer isso. A franquia saiu de cena em 2006 com o status de filme que “todo mundo viu uma vez e viu de novo quando passava na TV”. O segundo chegou com o peso desse legado e, aparentemente, entregou o suficiente pra o assunto de um terceiro não soar absurdo.
O que torna a declaração de Anne interessante é o timing. Ela está no meio de uma fase em que praticamente tudo que toca vira assunto, e escolheu alimentar esse específico com cuidado cirúrgico. Nem confirmou, nem descartou. Deixou o algoritmo trabalhar.
A pergunta que fica é se a Fox e a produção topam ou se vão deixar a ideia morrer de tédio entre entrevistas de divulgação. Por enquanto, o que existe é uma atriz com sorriso calibrado dizendo “talvez” de um jeito que soa muito com “provavelmente já ligaram pra mim sobre isso”.
Miranda Priestly nunca pediu permissão pra voltar. Aparentemente, Anne Hathaway também não precisa.






