Shakira foi confirmada como atração do show de abertura da Copa do Mundo 2026, ao lado do nigeriano Burna Boy. A apresentação acontece em junho, antes da partida inaugural no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Até aqui, tudo ótimo.
O problema é que “tudo ótimo” não gera debate, e a internet encontrou o ponto de atrito rapidinho.
A preocupação que circula tem dois ângulos. O primeiro é logístico: o show de abertura de Copa costuma ser um produto altamente corporativo, com coreografia travada, som comprimido e aquela energia de apresentação ensaiada três vezes demais. Shakira ao vivo em clima de FIFA pode não ser a mesma Shakira que aparece num palco livre. Tem um histórico de aberturas de Copa que prometiam e entregaram exatamente o mínimo necessário para não envergonhar ninguém.
O segundo ângulo é sobre o próprio formato da dupla. Burna Boy é um dos maiores nomes do afrobeats no mundo agora, com uma presença de palco que puxa pra um lado bastante específico. Shakira tem a energia latina pop-global. A combinação pode ser genial ou pode parecer duas apresentações separadas coladas no mesmo horário. Ninguém sabe ainda. É isso que está incomodando quem está acompanhando.
Vou falar uma coisa: Shakira saiu de um casamento público, fez uma música que virou hino de separação em tempo recorde e chegou na Copa do Mundo como headliner. O arco narrativo dela nos últimos anos é literalmente melhor do que qualquer roteiro de série.
Então a torcida existe. É real. Mas a desconfiança também, porque Copa do Mundo tem esse talento especial de pegar artista com personalidade e transformar em produto de cerimônia. A abertura de 2014, no Brasil, ainda assombra quem lembra.
O que vai definir o resultado é se a FIFA deixa os dois trabalharem ou se bota um diretor criativo de evento corporativo pra “organizar” tudo. Pelos registros históricos dessa relação entre grandes instituições e artistas, as apostas estão abertas.
Shakira na Copa é a notícia. O show de abertura engolindo a Shakira seria a treta.






