Anahí confessou, sem rodeios, que a ausência de Alfonso Herrera no reencontro do RBD deixou uma marca. Em entrevista gravada junto com o próprio Poncho, a atriz disse as palavras exatas: “Senti sua falta e fiquei com raiva.” Não é metáfora, não é roteiro de novela. É a Mia Colucci processando abandono em tempo real.
O reencontro aconteceu como uma conversa entre os dois para revisitar a trajetória em Rebelde, aquela novela mexicana que formatou o gosto musical de pelo menos duas gerações de brasileiras. Mas o assunto que tomou conta foi justamente o que não aconteceu antes: Herrera ficou de fora da turnê de reunião do RBD em 2023, enquanto o resto do grupo enchia estádios pela América Latina.
Anahí não jogou embaixo do tapete. Disse que a última briga entre os dois aconteceu por causa dessa ausência, que a decisão de Poncho de não participar da turnê foi algo que ela levou pro lado pessoal. Faz sentido. Você passa anos dividindo camarim, palco e crise de adolescência com alguém, aí a maior reunião da sua vida adulta acontece sem essa pessoa do lado.
Herrera, por sua vez, já explicou em outras ocasiões que ficou fora por escolha própria, sem entrar em muitos detalhes. A carreira dele seguiu por outro caminho depois do RBD, incluindo papéis em séries internacionais. Mas o ponto que Anahí levantou não é exatamente sobre carreira. É sobre presença. Sobre aparecer quando importa.
Vou falar uma coisa: tem algo muito específico numa briga entre ex-colegas de elenco que se conhecem desde os dezessete anos. Não é briga de casal, não é briga de sócio. É aquele tipo de mágoa que fica guardada numa gaveta por anos e só sai quando alguém faz uma entrevista longa o suficiente.
A boa notícia, pelo que a conversa indicou, é que os dois se reencontraram justamente para fechar esse ciclo. Anahí disse que sentiu falta e ficou com raiva, mas sentou na frente dele para dizer isso. Poncho foi lá também. Ninguém precisou de intermediário.
A mágoa durou, a amizade também.






