Tyra Banks entrou com um processo contra a Netflix e os produtores da série documental “Reality Check: Inside America’s Next Top Model” por difamação. A ação foi protocolada neste sábado, 13 de junho de 2026, e mira diretamente o conteúdo do documentário que vasculhou os bastidores do reality de moda que ela criou e comandou por anos.
A série da Netflix reuniu ex-participantes e equipe do “America’s Next Top Model” que relataram um ambiente hostil nas gravações, com relatos de humilhação, pressão psicológica e condutas que, segundo elas, vinham de cima para baixo. O nome de Tyra aparece no centro de boa parte dessas histórias.
A modelo alega que o documentário distorceu fatos, tirou depoimentos de contexto e construiu uma narrativa falsa sobre sua conduta no programa. O processo aponta difamação e pede indenização, mas os valores não foram divulgados oficialmente até o momento.
O timing é curioso. “Reality Check” já estava circulando nas redes há semanas, rendendo prints, vídeos recortados e uma galeria considerável de ex-participantes falando abertamente sobre o que viveram. Tyra ficou em silêncio durante esse período todo. O silêncio durou até o advogado aparecer.
Vou falar uma coisa: processar um documentário depois que ele já viralizou tem um efeito colateral bem específico. Quem não tinha assistido agora quer assistir. Quem tinha assistido vai reassistir procurando o trecho específico que gerou a ação.
A Netflix ainda não se pronunciou. Os produtores também não. O processo está nos estágios iniciais e a tendência é que o caso se arraste, com cada detalhe novo virando combustível para mais um ciclo de repercussão.
Tyra construiu o ANTM como a casa que ela ergueu do zero e comandou como quis. O documentário veio contar a versão de quem morou nessa casa sem escolha. Agora a disputa vai para um lugar onde câmera nenhuma entra.






