O Brasil empatou na estreia da Copa do Mundo 2026 e, antes de qualquer análise tática virar tendência, os ataques já tinham chegado. Natália Belloli, esposa de Raphinha, usou o Instagram nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, para mostrar o que entrou na caixa de mensagens dela depois do jogo.
Ela publicou prints de mensagens enviadas por torcedores com xingamentos direcionados ao marido e, em alguns casos, à própria família. No desabafo, usou a expressão “crueldade normalizada” para descrever o que chamou de comportamento recorrente sempre que a Seleção não vence.
O detalhe que pesou: as mensagens não foram mandadas pra Raphinha. Foram mandadas pra ela.
Ninguém comentou muito sobre isso, mas tem uma lógica bem torta em cobrar performance de um jogador em campo enquanto decide lotar a caixa da esposa com ódio. O jogador, no máximo, vai saber que foi xingado. A mulher que recebeu as mensagens teve que ler cada uma.
Natália não entrou em defesa técnica do marido, não analisou o empate, não discutiu escalação. Ela só mostrou o que chegou. E, convenhamos, os prints falaram por si.
A Seleção empatou. Isso acontece numa Copa, inclusive com times que chegam às finais. O que não muda é essa tradição brasileira de transformar familiar de atleta em repositório de frustrações de quem apostou errado ou simplesmente acordou mal.
A repercussão nas redes foi de solidariedade em peso, com muita gente repostando o desabafo e marcando o episódio como exemplo do clima que rodeia a Seleção cada vez que o resultado não vem. Alguns torcedores tentaram argumentar que “é pressão normal de Copa”, o que provavelmente não vai convencer ninguém que recebeu essas mensagens na DM.
Raphinha virou titular absoluto do Barcelona e um dos nomes mais importantes da Seleção nos últimos anos. Não que isso mude nada: a conta do ódio online nunca fecha por mérito.
Crueldade normalizada, como ela disse. A palavra certa no momento certo.






