Preso por morte de Maria Eduarda teria sumido com equipamento após salto

Preso por morte de Maria Eduarda teria sumido com equipamento após salto

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que morreu após um salto de rope jump sem corda devidamente presa, ganhou novos suspeitos e um detalhe que chama atenção: um equipamento considerado importante para apurar o caso teria desaparecido logo depois do acidente.

Polícia Civil e Ministério Público prenderam mais suspeitos nas últimas horas. Um deles, apontado como responsável pela operação do salto, teria sumido com a peça após o ocorrido. O MP sustenta que esse movimento faz parte de um padrão: o mesmo suspeito já teria ignorado protocolos básicos de segurança antes mesmo de Maria Eduarda chegar à plataforma de salto.

Um ex-patrão do suspeito reforçou essa versão. Segundo ele, o comportamento de desrespeitar normas técnicas não era novidade. Vou falar uma coisa: quando o ex-patrão começa a dar entrevista, é porque a situação já passou de informal.

O sumiço do equipamento é o ponto que a Polícia Civil está tentando resolver agora. A peça seria relevante para confirmar exatamente o que falhou no momento do salto, e sem ela, parte da cadeia de evidências fica comprometida. As autoridades apuram se houve destruição intencional ou se o item ainda pode ser localizado.

Maria Eduarda tinha 23 anos. O salto aconteceu em edicão deste ano em uma estrutura montada para a prática de rope jump. A corda que deveria ser presa ao seu corpo no momento do salto não estava corretamente fixada. Ela não sobreviveu à queda.

O caso movimentou discussões sobre regulamentação do rope jump no Brasil, modalidade que opera em área cinzenta do ponto de vista legal. Não existe fiscalização federal obrigatória para o funcionamento desse tipo de estrutura, o que significa que a responsabilidade sobre segurança recai quase inteiramente sobre os operadores.

Com mais presos e um equipamento desaparecido, a investigação segue em aberto. O MP ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis indiciamentos formais, mas o enquadramento penal dos suspeitos já indica que a hipótese de homicídio culposo ou doloso está sendo avaliada.

Sumir com equipamento após uma morte não é uma ação neutra. Isso a investigação vai precisar explicar.