Marciele Albuquerque saiu do BBB 26 com contrato de cunhã-poranga do Boi Caprichoso e uma conta a acertar com a balança. Ela mesma contou: estava se sentindo pesada demais para dançar. O que veio depois foi meses de preparação física intensa antes de pisar na arena de Parintins.
No documentário “Cunhãs – Além de Parintins”, lançado pelo gshow, Marciele detalhou a rotina de treinos que precisou montar depois da casa. A informação concreta que ela entregou: perdeu oito quilos no processo. Não é perda de peso por estética, é perda de peso por sobrevivência profissional. Quem já assistiu ao festival sabe que a cunhã-poranga dança três noites seguidas, em cima de alegorias, sob calor absurdo, sem pausa pra respirar direito.
“Me sentia pesada para dançar”, ela disse, sem rodeios. E vou falar uma coisa: essa frase resume bem o que o BBB faz com o corpo de quem fica meses confinado sem a própria rotina.
O Parintins não é um show de palco onde você entra, canta três músicas e sai. São apresentações que exigem resistência de atleta, com movimentação coreografada, figurino pesado e câmeras em cima o tempo todo. A cunhã-poranga é um dos símbolos centrais do boi, então qualquer vacilo aparece. Marciele sabia disso e foi atrás do condicionamento antes de qualquer outra coisa.
O documentário mostra esse lado dos bastidores que o espectador do festival raramente vê: o trabalho físico brutal que antecede os três dias de festa. No caso dela, esse trabalho começou com a consciência de que o corpo que entrou no BBB 26 não era o mesmo corpo que ia carregar o Caprichoso na arena.
Oito quilos e uma declaração honesta. Marciele foi ao Parintins, mas foi do jeito certo.






