O Ministério Público revelou durante o julgamento do habeas corpus de Deolane Bezerra um detalhe que resume bem a situação: a advogada e influenciadora abriu mão da cela individual porque a ala especial da penitenciária no interior de São Paulo exigia a remoção do mega hair para entrada.
Deolane escolheu o cabelo. A cela fica pra lá.
O pedido de transferência de Deolane segue em análise pela 16ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, que iniciou o julgamento do habeas corpus. O parecer do MP veio no meio desse processo e trouxe esse detalhe sobre as condições de permanência na ala diferenciada.
A lógica da situação é a seguinte: existe uma ala especial, com cela individual, que teoricamente seria uma condição melhor. Mas o regulamento do lugar bate de frente com o mega hair. Sem tirar, sem entrar. Deolane ficou onde está.
Vou falar uma coisa: a imagem de uma penitenciária estabelecendo protocolo de penteado como critério de acomodação é um dos absurdos mais específicos que essa história produziu até agora.
O caso de Deolane arrasta uma lista de capítulos desde a operação que resultou na prisão, com idas e vindas na Justiça, pedidos de transferência e decisões que se acumulam. Mas é a informação do mega hair que parou as pessoas hoje, porque transforma uma notícia processual em algo completamente concreto e visual.
Dá pra imaginar a conversa. “A senhora pode entrar, mas o cabelo não.”
O julgamento segue, a transferência ainda não foi decidida, e Deolane permanece onde está, com o mega hair intacto. Prioridades definidas, processo em aberto.
Cela individual: 0. Mega hair: 1.






