Deolane Bezerra vai ter que retirar o mega hair se quiser permanecer na ala especial da penitenciária no interior de São Paulo. A administração do presídio explicou o motivo: apliques capilares não são permitidos por questões de segurança e higiene do ambiente carcerário. Sem o cabelo, literalmente.
Pra quem acompanha Deolane desde os tempos de reality, sabe que o visual sempre foi parte da persona. Cabelo volumoso, unhas, look. A imagem era quase tão trabalhada quanto a carreira. Agora a instituição que vai ditar o dress code tem outro tipo de manual.
Policiais penais que atuam na unidade confirmaram que a regra vale pra todas as detentas da ala, sem exceção. O argumento é que mega hair pode esconder objetos e dificulta inspeções de rotina. Faz sentido do ponto de vista da segurança. Mas pra Deolane, que transformou cada aparição em evento estético, é um tipo de baixa que vai além do capilar.
Vou falar uma coisa: tem gente que entra na cadeia e a cadeia não muda em nada. Tem gente que entra e a cadeia apresenta as regras logo na primeira semana. Deolane está claramente no segundo grupo.
A advogada foi presa em operação que investiga lavagem de dinheiro e associação a esquema de apostas ilegais. Desde então acumula decisões judiciais, transferências e agora uma conversa séria com a tesoura. O processo segue, os apliques não.
A ala especial existe para separar presos com nível superior ou que exerçam função incompatível com a população geral, como é o caso dela. Mas especial, nesse contexto, não quer dizer confortável. Quer dizer que as regras chegam com aviso prévio.
O cabelo de Deolane Bezerra virou, sem querer, o símbolo mais concreto do choque entre duas realidades que ela estava tentando equilibrar ao mesmo tempo.






