Ju Isen recebeu alta depois de passar por tratamento hospitalar por uma inflamação causada por PMMA, o polimetilmetacrilato. Ela mesma confirmou a saída do hospital e disse que vai continuar o tratamento em casa.
O PMMA é um preenchedor permanente muito popular nos anos 2000 e começo dos anos 2010, antes de a Anvisa restringir o uso em algumas regiões do corpo. O problema é exatamente esse: permanente. O produto não é absorvido pelo organismo, o que significa que qualquer reação inflamatória pode aparecer anos depois da aplicação, sem muito aviso prévio.
Ninguém comenta muito, mas casos assim são mais comuns do que o mercado estético gosta de admitir. O corpo pode conviver com o PMMA por anos sem sinal nenhum, e um dia decide que não quer mais. A inflamação pode ser gatilhada por imunidade baixa, outro procedimento, ou simplesmente sem motivo aparente.
Ju Isen não entrou em detalhes sobre o que desencadeou a crise desta vez, mas o fato de precisar de internação já diz bastante sobre a gravidade. Alta não significa resolvido: o acompanhamento em casa envolve medicação, monitoramento e, dependendo do caso, a possibilidade real de novos episódios.
Vou falar uma coisa: a conversa sobre PMMA precisa acontecer com muito mais frequência do que acontece. Ainda tem muita gente que aplicou há dez, quinze anos e nem sabe exatamente o que tem no próprio corpo, ou que o material nunca vai embora.
A boa notícia é que Ju está em casa. A notícia que fica no ar é que procedimentos estéticos permanentes cobram a conta quando eles quiserem, não quando você quiser.






