A internet foi pesquisar quem era Pietra Bertolazzi depois que ela viralizou criticando o BTS, e o que encontrou foi um curso de R$ 497 ensinando mulheres sobre os “danos do feminismo” e a “arte da faxina”.
A sequência de eventos fala por si.
Pietra ganhou atenção recentemente ao fazer comentários negativos sobre o grupo sul-coreano, questionando o apelo dos artistas e o comportamento das fãs. O tipo de opinião que existe aos milhares na internet, mas que neste caso encontrou o timing certo para viralizar. Em questão de horas, o nome dela estava nos comentários, nos reposts e nas buscas.
O problema de viralizar em 2026 é que todo mundo vai atrás do seu histórico. E o histórico de Pietra levou as pessoas direto para o curso que ela comercializa, voltado para mulheres e organizado em torno de temas como os “riscos do feminismo” e o que ela chama de “arte da faxina”.
O produto custa R$ 497 e, segundo a própria descrição, ensina habilidades domésticas como parte de um estilo de vida que ela defende. Nada de implícito aqui: é um posicionamento explícito, embalado como conteúdo educativo e vendido como curso online.
O contraste não passou despercebido. Quem chegou ao perfil dela esperando encontrar mais reclamações sobre boyband saiu com uma proposta de compra de módulo sobre como lavar louça com propósito.
Vou falar uma coisa: poucas vezes a frase “fui ver quem era a pessoa” rendeu tanto retorno de entretenimento.
O nicho que Pietra ocupa tem nome e tem público. Conteúdo voltado para o que ficou conhecido como “tradwife” ou feminilidade tradicional movimenta uma fatia real da internet brasileira, e não é de hoje. O que mudou foi a visibilidade repentina, que jogou esse mercado para uma audiência que provavelmente nunca teria encontrado o curso por conta própria.
Na prática, a crítica ao BTS funcionou como o melhor anúncio que o produto poderia ter. Gratuito, orgânico e com alcance nacional.
R$ 497 pela arte da faxina. O funil de vendas começou numa discussão sobre k-pop.






