Modelo do OnlyFans banida da internet por 3 anos na Rússia


Uma modelo russa de OnlyFans foi condenada por um tribunal de Moscou a ficar completamente sem internet por três anos. A sentença de Sofya Vershinina, de 21 anos, faz parte da campanha do Kremlin contra o que Vladimir Putin chama de ameaça aos “valores tradicionais russos”.

Sofya, que também atendia pelo apelino de Sonya Marmeladova (sim, em homenagem à personagem religiosa e abnegada de “Crime e Castigo”, de Dostoiévski), teria faturado mais de R$ 2 milhões vendendo conteúdo explícito no OnlyFans e no Telegram. Morava em uma cobertura em arranha-céu em Moscou. O apelido é uma ironia que nem roteirista de Hollywood pensaria.

A condenação original era de três anos em colônia penal. O tribunal acabou suspendendo a prisão e substituindo pela proibição total de acesso à internet mais o pagamento de multa equivalente a R$ 305 mil. Se ela violar qualquer condição da sentença, volta para a pena original.

A polícia apreendeu o smartphone dela durante a investigação. A coleção de brinquedos sexuais, no entanto, foi devolvida. A Justiça russa tem suas prioridades bem definidas.

Ninguém comentou, mas o apelido ser o de uma personagem que em Dostoiévski lê a Bíblia pra um assassino é um nível de trollagem que a própria Sofya talvez não tenha calculado direito.

O caso dela não é isolado. Segundo o US Sun, Sofya é uma das várias criadoras de conteúdo adulto que estão sendo processadas na Rússia desde que Putin formalizou a repressão ao material “pornográfico” como política de Estado. A lógica do Kremlin é que vender conteúdo íntimo online representa risco aos costumes do país.

O resultado prático pra Sofya: R$ 2 milhões faturados, cobertura de luxo, e agora três anos olhando pro teto sem poder abrir o Instagram. A internet que ela usou pra construir tudo isso virou exatamente o que não pode mais tocar.