Cristian Cravinhos abre OnlyFans e explica por que resolveu vender conteúdo adulto

Cristian Cravinhos abre OnlyFans e explica por que resolveu vender conteúdo adulto

Cristian Cravinhos, condenado pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen em 2002, anunciou que vai abrir um perfil no OnlyFans para vender conteúdo adulto. A decisão foi dele mesmo, explicada publicamente, sem intermediário e sem metáfora.

O motivo declarado é renda. Cristian disse que a mudança de atividade veio da necessidade de se sustentar após sair da prisão, e que a plataforma oferece autonomia que outros mercados não oferecem pra quem carrega o histórico que ele carrega.

Vai dizer que ninguém entendeu a lógica na hora que leu.

O caso Richthofen é um dos mais comentados da história criminal brasileira. Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos foram condenados pelo duplo homicídio de Manfred e Marísia von Richthofen. Cristian e o irmão Daniel executaram o crime. A data foi 31 de outubro de 2002. O julgamento virou livro, documentário, série, filme. A memória do caso não some.

É exatamente aí que mora o irônico: Cristian passou anos tentando existir longe dos holofotes e agora usa o próprio nome, com todo o peso que ele carrega, pra construir audiência numa plataforma de assinatura. A notoriedade que ele provavelmente queria enterrar virou o principal argumento de marketing.

A internet recebeu a notícia com aquela mistura de espanto e curiosidade que só acontece quando o fato é grande demais pra caber numa reação só. Os comentários foram na linha de “isso é real?” seguido de silêncio de quem foi conferir se era real.

OnlyFans virou rota de reinvenção de gente em situação parecida antes. Ex-detentos, personagens polêmicos, pessoas que precisam monetizar visibilidade sem passar pelo filtro de um empregador. A plataforma não pergunta muito sobre o passado. Pergunta só se tem público.

No caso de Cristian, público provavelmente não vai faltar. O nome sozinho já é clique.

A pergunta que fica é se isso é recomeço, oportunismo ou só a única porta que estava aberta. Talvez as três coisas ao mesmo tempo, e nenhuma delas seja necessariamente a resposta errada.

Vinte e poucos anos depois do caso que parou o Brasil, Cristian Cravinhos não sumiu da mídia. Só mudou de plataforma.