Daniella Motta abriu uma barbearia nudista em Florianópolis, cobrou até R$ 4 mil por corte e a internet não ficou quieta. O problema é que parte dessa reação foi além dos comentários.
A influenciadora conta que, depois da repercussão do estabelecimento, as mensagens mudaram de tom. Pararam de ser curiosidade sobre o conceito e começaram a soar como algo bem diferente. “Começaram a perguntar onde eu estava, falar que iam me encontrar fora da barbearia e mandar mensagens como se soubessem da minha rotina. Foi aí que eu fiquei com medo de verdade”, disse ela.
Uma mensagem específica foi o estopim: alguém escreveu que não precisava marcar horário porque ia encontrá-la “de qualquer jeito”. Outra pessoa começou a citar lugares que ela frequenta. Vou falar uma coisa: quando alguém descreve sua rotina sem você ter contado, o medo faz todo sentido.
Com isso, Daniella passou a contar com segurança particular. A decisão veio depois que as abordagens saíram do ambiente virtual e começaram a parecer vigilância real.
A barbearia funciona em Florianópolis com uma proposta que, ao menos no papel, é simples: o cliente fica sem roupa durante o atendimento. O conceito gerou cobertura nacional, atraiu curiosos e, inevitavelmente, atraiu também quem achou que discordar dava direito a ameaçar.
O interessante é que o serviço funciona. Os clientes marcam, pagam, vão embora com o cabelo feito. O estabelecimento não incomoda ninguém que não queira ser incomodado. Mas tem uma fatia do público que aparentemente trata “liberdade alheia” como ofensa pessoal.
Daniella tem 21 anos, abriu um negócio, ficou famosa por isso e agora precisa pensar duas vezes antes de sair sozinha. Esse é o resumo de 2026.
A barbearia segue aberta.






