Camila Mendes foi ao podcast “On Purpose with Jay Shetty” e abriu sem filtro sobre o que acontecia nos bastidores de “Riverdale”. A atriz disse que desenvolveu um transtorno alimentar mais severo durante as gravações e que passou a sofrer ataques de pânico no set.
O problema não começou com a série. Ela já convivia com um transtorno alimentar desde o ensino médio, mas a primeira temporada foi quando a situação escalou de verdade. Por sete temporadas, entre 2017 e 2023, Camila viveu Veronica Lodge, uma personagem com um guarda-roupa que ela descreveu como muito diferente do que escolheria usar por conta própria.
O figurino entrou na história. “Eu me sentia tão nojenta”, disse ela, explicando como o tipo de roupa que precisava usar diante das câmeras intensificou a relação difícil que já tinha com o próprio corpo.
O perfeccionismo aparecia junto. “Eu precisava estar sempre ligada, no meu melhor e com a melhor aparência”, contou. Essa pressão constante de estar impecável em cena, somada à exposição do corpo que o personagem exigia, foi o que transformou um problema antigo em algo que passou a afetar sua saúde mental no dia a dia de gravação.
Ninguém comentou muito na época, mas Camila ficou sete anos dentro disso. Sete temporadas é tempo suficiente pra uma pressão virar parte da rotina.
O depoimento circulou rápido nas redes depois que o episódio do podcast foi ao ar. Muita gente que acompanhou “Riverdale” do início ficou relendo declarações antigas da atriz sobre corpo e imagem com outro contexto agora.
Camila disse que foi durante a série que começou a encarar o problema de frente. O que fica do relato é a imagem de uma atriz mantendo a compostura de um personagem glamouroso enquanto, nos bastidores, estava em colapso. A Veronica Lodge estava sempre perfeita. A Camila Mendes, nem sempre.






