Tamara Klink fez um vídeo pedindo para as pessoas não comprarem seu livro “Bom Dia, Inverno”, da Companhia das Letras. A internet obviamente não deixou passar. Agora, neste domingo, ela voltou ao Instagram para dizer que errou.
“Daqui do mar, soube da dimensão que o vídeo dos livros tomou e sinto muito. Errei em não ver outros pontos de vista”, escreveu ela. A declaração completa ainda agradece a quem escreveu, reconhece a cadeia editorial que ela não levou em conta e termina com “agradeço a cada um que faz a leitura ir mais longe do que a prateleira”.
O mea culpa veio depois de dois dias ouvindo leitores, livreiros, autores independentes e gente do mercado editorial explicando por que pedir para não vender livro é, digamos, uma ideia com vários furos. Ela reconheceu que não pensou nas editoras, nos sebos, nas livrarias, nos acervos, na preocupação ambiental que outros levantaram, e em mais uma lista considerável de pontos de vista que não tinham passado pela cabeça dela quando gravou o vídeo original.
Literalmente a sequência foi: grava vídeo pedindo boicote ao próprio produto, produto vira assunto nacional, grava vídeo pedindo desculpa pelo primeiro vídeo.
Não tem como negar que é uma estratégia de marketing singular para uma escritora. Ninguém aqui está dizendo que foi intencional, mas “Bom Dia, Inverno” com certeza está sendo mais googleado hoje do que estava na semana passada.
O tom do pedido de desculpas é sincero e sem drama, o que ajuda. Ela não tentou explicar demais nem transformar o erro num manifesto sobre outra coisa. Só admitiu, agradeceu e seguiu pro mar, literalmente, já que estava velejando quando a repercussão chegou até ela.
Pedir desculpa pelo vídeo em que pediu pra ninguém comprar o livro é o tipo de coisa que só faz sentido depois que já aconteceu.






