Irmão de Diana lança livro e acusa rei Charles de estar “jovial” após a morte dela

Irmão de Diana lança livro e acusa rei Charles de estar "jovial" após a morte dela

Charles Spencer esperou quase 30 anos. O livro chegou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, mas as bombas já estavam caindo desde 16 de setembro, quando o Daily Mail começou a publicar trechos. O título é “Swan Song: Diana, My Sister”. O alvo principal é o rei Charles III.

A acusação mais pesada é sobre o telefonema que o então príncipe de Gales deu após a morte de Diana, em 31 de agosto de 1997, em Paris. Spencer escreve que Charles parecia “despreocupado e jovial” na ligação, como se “tivesse ganhado na loteria”. Trinta e seis anos de idade, um acidente em Paris, e o ex-marido estava jovial. Spencer guardou isso por quase três décadas antes de colocar em papel.

O Palácio de Buckingham não ficou calado. Emitiu um desmentido formal, o que já é sinal de que a coisa saiu do controle do protocolo. Palácio de Buckingham emitindo nota de esclarecimento pra livro de memórias é o tipo de coisa que indica que o tiro acertou onde deveria.

Vou falar uma coisa: a estratégia de Spencer de soltar os trechos pelo Daily Mail durante dias antes do lançamento oficial foi cirúrgica. Cada capítulo virou manchete separada. Cada manchete virou um novo ciclo de pressão. Quando o livro chegou às vitrines de Londres, a família real já estava na defensiva há uma semana.

O contexto importa aqui. Diana morreu em 1997. A monarquia britânica atravessou desde então casamentos, escândalos, o reinado de Elizabeth II, a coroação de Charles, a saída de Harry e Meghan. Spencer observou tudo isso e escolhou 2026 para falar. A pergunta que fica é se ele esperou o momento certo ou se levou esse tempo todo para encontrar as palavras.

A resposta do palácio nega as acusações, mas a narrativa já saiu do controle deles. Quando alguém que estava na sala descreve o viúvo-que-não-era como “despreocupado e jovial”, o desmentido institucional tem pouca força contra a imagem que isso cria.

Quase 30 anos de silêncio, e Charles Spencer escolheu um livro para cobrar a conta.