A Rosalía que vem ao Brasil desta vez não é a mesma do Lollapalooza. A artista catalã desembarca na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, nos dias 10 e 11 para estrear ao vivo o álbum “Lux” em terras brasileiras, e o nível de expectativa nos comentários já está difícil de mensurar.
“Lux” foi lançado em novembro de 2025 e é um disco sobre Deus, mistério e devoção. Não é exagero: religião é o tema central do trabalho, e Rosalía passa o álbum inteiro refletindo sobre espiritualidade a partir de uma perspectiva feminina. O repertório mistura 13 idiomas, incluindo português, no fado “Memória”, cantado com sotaque de Portugal.
Tem balada ao piano sobre desapegar dos bens materiais (“Sauvignon Blanc”), faixa em alemão inspirada em uma monja beneditina do século XII (“Berghain”, o primeiro single, divulgado em outubro), e um fio condutor que passa longe do flamenco pop que a projetou mundialmente. Disco de mulher que leu muito e estava com vontade de conversar com Deus.
O Brasil já teve um gostinho antes dos shows: meses atrás, Rosalía promoveu uma audição do álbum no Cristo Redentor. Literalmente no Cristo Redentor. Ninguém soltou o telefone naquele dia.
A Farmasi Arena não é exatamente uma casa de concerto intimista, mas os fãs que estão discutindo o setlist nas últimas semanas parecem menos preocupados com o espaço e mais curiosos com como ela vai traduzir tudo isso ao vivo. Um disco com 13 idiomas, inspirações em místicas medievais e um fado não tem tradução óbvia para o palco.
Vou falar uma coisa: o tipo de público que vai a um show de Rosalía em 2026 já chegou lá sabendo a letra em alemão.
Os shows são segunda e terça, dias 10 e 11, no Rio. Primeira vez que “Lux” soa no Brasil com ela na frente.
O Cristo Redentor foi o teaser. A Farmasi Arena é a estreia.






