Selena Gomez e sua mãe, Mandy Teefey, estão sendo processadas por investidores que alegam ter sido enganados para colocar dinheiro na Wondermind, a startup de saúde mental fundada pelas duas. O valor em disputa passa de US$ 1 milhão, o equivalente a R$ 5,2 milhões.
As empresas Wondermind SRS 44 LLC e Bespoke Wondermind LLC afirmam que decidiram investir com base, entre outros fatores, nas aparições de Selena em programas de televisão e entrevistas nas quais ela promovia o negócio. Segundo o processo, essas declarações teriam sido falsas sobre a estrutura, a administração e os recursos disponíveis para tornar a plataforma lucrativa. A ex-sócia Daniella Pierson também é processada.
A frase que resume tudo está no próprio documento judicial: “Durante três anos, enquanto a empresa silenciosamente desmoronava ao seu redor, nenhum de seus fundadores, executivos ou diretores disse uma palavra aos investidores cujo dinheiro estava financiando o colapso.”
Vou falar uma coisa: usar aparições em TV como argumento de captação e depois não avisar que o barco estava afundando é uma escolha bem específica de gestão.
O timing aqui pesa. A Wondermind foi construída em cima da imagem pública de Selena como alguém que fala abertamente sobre saúde mental, transtorno bipolar e bem-estar emocional. Essa narrativa virou o principal ativo de marketing da empresa. E é exatamente essa narrativa que os investidores dizem ter usado para tomar a decisão de colocar dinheiro no negócio.
Uma startup de saúde mental acusada de suprimir informações ruins dos próprios financiadores por três anos seguidos tem um problema de imagem que nenhuma campanha de bem-estar resolve.
Selena e Mandy ainda não se pronunciaram publicamente sobre o processo. A Wondermind segue operando, pelo menos por enquanto.
A empresa prometia cuidar da sua mente. Os investidores gostariam de ter recebido o mesmo cuidado.






